quinta-feira, 30 de abril de 2009

MEMORIES...

I really miss that old mechanical Remington typewriter that I used back in the seventies...

Paper in the typewriter (with carbon, of course, to keep a copy of the work for reference)
Paper by the side, pencils sharpened. Dictionaries on biblestands around. That nice handwritten glossary with all the memories...

Write down the translation on the block. (not satisfied.) strike.

Ahh... better now...

tap, tap, tap, tap, space, tap, tap, tap (godamm!) roll out paper, rubber. Erase copy. paper under the carbon, erase original... good...

tap, tap, tap, tap, tap, tap, tap, space, tap,tap, tap, tap, tap, space, tap, (crrr, zuip, cling!)

tap, tap, tap, tap, tap, tap, tap, space, tap,tap, tap, tap, tap, space, tap, (crrr, zuip, cling!)

tap, tap, tap, tap, tap, tap, tap, space, tap,tap, tap, tap, tap, space, tap, (crrr, zuip, cling!)

Dictionary. Humm...., good... Paper. Write translation. Ahh... better now...

Three hours later...

Ah... one page more, one page less... only 300 more to go....

that is really fun!

I love it!


sexta-feira, 24 de abril de 2009

As veias abertas da América Latina

América Latina cordial, mas firme diante do Sr. Barack Obama

Momento excepcional em que a Quinta Cúpula das Américas, que reúne trinta e quatro países (todos os países da região, exceto Cuba), foi realizada em 18 e 19 de abril em Port of Spain, na ilha de Trinidad e Tobago. Após o encontro em Mar del Plata (Argentina) em Novembro de 2005, durante a qual milhares de manifestantes vaiaram George W. Bush, ao mesmo tempo em que fortes desacordos agitavam os países membros, esperava-se com impaciêcia o primeiro contato do sub-continente" com o presidente Barack Obama.

Neste sentido, as expectativas não foram decepcionadas, a nova administração do E.U.A. operando uma franca ruptura com a condescendência, a arrogância e o intervencionismo da era Bush. A atmosfera foi cordial – incluindo países como Venezuela, Bolívia ou Equador. Destacar-se-ia o anúncio feito por Hugo Chávez de um restabelecimento de relações diplomáticas com Washington, suspenso em setembro de 2008, em solidariedade com a Bolívia, que expulsou o embaixador americano tinha por suas ligações com a oposição em plena tentativa de desestabilização de Evo Morales.

No entanto, apesar da manifestação a priori favorável por todos com relação ao novo inquilino da Casa Branca, a primeira potência mundial não pode impor a sua agenda.

Cuba, o único país não convidado, esteve, de fato, muito presente. O conjunto das nações latino-americanas tinha, mesmo antes da cúpula, insistido na importância de uma normalização das relações entre os Estados Unidos e a Ilha. Consciente da importância desta demanda para o sucesso de sua tentativa de "degelo", Barack Obama, desde 13 de Abril, tinha trabalhado para remover as minhas do terreno, anunciando a suspensão de todas as restrições às viagens e transferências de dinheiro de cubano-americanos aos seu país de origem, revertendo assim às medidas impostas por Bush em 2004. No entanto, ele não parecia ainda disposto a suspender o embargo econômico, comercial e financeiro imposto a Cuba desde 1962.

A partir de 16 de Abril (data de aniversário do desembarque da Baía dos Porcos, em 1961), expressando solidariedade com Havana, os membros da Alternativa Bolivariana para os povos de nossa América (ALBA) (1), reunido em Cumaná ( Venezuela), tinham definido uma estratégia comum diante de um projeto de declaração final, em vias de preparação há dois anos, considerado insuficiente e inaceitável. Nesta ocasião, eles aprovaram e colocaram em execução (com o Equador), O Sistema único de compensação regional de pagamentos (Sucre), uma moeda virtual (e eventualmente física no futuro) destinada a escapar do papel hegemônico do dólar (2).

Na verdade, não houve consenso sobre o documento final da Cúpula das Américas - a "Declaração de Compromisso de Port of Spain" – os membros da ALBA se recusando, com o apoio unânime de todos os outros países da América Latina e Caribe, a aprovar um texto que não solicitou o levantamento do embargo imposto a Cuba. Os presidentes anularam a cerimônia de assinatura da declaração final e, para salvar a cara, o texto foi rubricado apenas pelo Sr. Patrick Manning, primeiro-ministro do país hospedeiro e, como tal, presidente da Cúpula.

Geralmente passado em silêncio pelos observadores, outros temas de discórdia também explicam igualmente esta recusa: a ausência de uma perspectiva clara em face da crise econômica e financeira desencadeada pelos "banqueiros com olhos azuis", nas palavras do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, e para a ALBA, a recusa de deixar somente ao G20 (que inclui Argentina, Brasil, Canadá, Estados Unidos e México) o privilégio de decidir sobre as grandes questões mundiais.

No encerramento da Cúpula, o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Brasil, Sr. Celso Amorim, assegurou que o Presidente Lula considerava "muito difícil que uma nova Cúpula das Américas seja realizada sem a presença de Cuba (3).

No entanto, após as medidas de abrandamento tomadas pela administração Obama com relação à ilha, os Estados Unidos parecem considerar que a bola está agora no campo de Cuba. Em 16 de Abril, a Secretária de Estado Hillary Clinton pediu reciprocidade e "instou Cuba a libertar os presos políticos, permitir o livre fluxo de informação e a liberdade de reunião."

Em Havana, o presidente Raúl Castro declarou que Cuba estava disposta a negociar com os Estados Unidos "em terreno neutro, em condições de igualdade e sem condições".

É preciso lembrar que o Sr. Obama não tem necessariamente as mãos livres - a suspensão do embargo envolve um debate no Congresso, sob pressão dos cubanos exilados enfraquecidos, mas ainda vivos! – e que as relações entre os dois países não podem mudar do dia para a noite. Havana, além disso, não quer precipitar o movimento.

No entanto, a demanda do conjunto dos países latino-americanos (incluindo Cuba), continua perfeitamente legítima: o embargo deve ser levantado por Washington de maneira "imediata, unilateral e incondicional." Neste caso, emblema de uma longa Guerra Fria que acabou há muito tempo, o agressor foi sempre a Casa Branca. Dezessete resoluções sucessivas aprovadas pela Assembléia Geral das Nações Unidas condenaram este embargo.

Quanto à vontade inabalável do governo americano, em nome dos "direitos humanos" de forçar Cuba a abandonar o seu sistema político - o que poderemos pensar sobre isso - ela provoca sorrisos: é a China - o partido único, o total controle das informações; milhares de execuções em 2006 - que se tornou o maior titular de títulos do Tesouro americano e financia grande parte do déficit dos Estados Unidos.

Maurice Lemoine

(1) Bolívia, Cuba, Dominica, Honduras, Nicarágua e Venezuela. A cúpula de Cumaná aprovou a adesão de um novo membro: Saint-Vincent et les Grenadines, Estado anglófono (120 000 habitantes) das Petites Antilles.

(2) Cf. Bernard Cassen, "Le Sucre contre le FMI". La valise diplomatique, Dezembro de 2008.

(3) BBC Mundo, 18 de Abril de 2009 .

sábado, 11 de abril de 2009

ALMOÇO DO SÁBADO

MEDALHÕES EM MOLHO MADEIRA
 
 
Os medalhões ficaram bons, mas a receita precisa de alguns ajustes.
 
Primeiro, ajustar a quantidade de vinho (hoje foi um pouco menos que o ideal e o molho ficou mais denso do que se esperava)  Um pouco menos de farinha de trigo também ajudará.
 
  • Ingredientes:
  • 1 kg de filé em medalhão
  • 400 g de bacon em tiras
  • 1 copo de vinho tinto (seco)
  • 2 colheres de manteiga
  • 4 dentes de alho amassado
  • 1 pitada de sal e pimenta - do - reino
  • 2 colheres de sopa de molho inglês
  • 200 g de champignon cortado em lascas
  • 2 colheres de sopa de farinha de trigo
  • Modo de Fazer:
    1. Enrole os bacon nos medalhões, tempere com o alho, o sal e a pimenta
    2. Coloque em um vasilha, acrescente o vinho e o molho inglês
    3. Deixe de molho durante 2 horas ou mais
    4. Em uma frigideira grande e funda, frite os medalhões na manteiga
    5. Depois que fritar os primeiros medalhões, pingue um pouco do caldo na frigideira e reserve esse caldinho
    6. Frite os outros medalhões e reserve
    7. Junte o caldo reservado da frigideira com o restante do marinado de vinho
    8. Junte a farinha para engrossar
    9. Acrescente o champignon e deixe o molho engrossar
    10. Coloque os medalhões em uma vasilha para servir e coloque o molho por cima
 
....´....

Acácias

Acácia Imperial




















Acácia mimosa

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Receita porreta!

CASQUINHA DE SIRI À MODA BAIANA

Ingredientes

15 casquinhas de siri, limpas e secas

4 colheres de azeite de oliva extra-virgem

2 colheres de azeite de dendê

½ xícara (100g) de cebola ralada

4 dentes de alho bem picados

3 tomates médios (300g), sem sementes e sem pele, cortados em cubinhos pequenos

1 pimentão verde grande (200g), sem sementes, picado em cubinhos pequenos

1 colher de sopa (10g) de coentro picado

500g de carne de siri cozida

1 colher de sopa (10g) de farinha de trigo

sal e pimenta do reino a gosto

1 garrafinha de leite de coco (120ml) -

¾ de xícara de farinha de rosca (75g)

2 colheres de sopa (30g) de manteiga gelada, cortada em pedacinhos

Modo de Preparar

  1. Pré-aqueça o forno em temperatura média (180°C). Numa panela, coloque o azeite, leve ao fogo alto e deixe aquecer. Junte o azeite de dendê.
  2. Junte a cebola, o alho, o tomate, o pimentão e o coentro e cozinhe por cerca de 5 minutos, mexendo de vez em quando.
  3. Abaixe o fogo e acrescente a carne de siri, a farinha de trigo o sal e a pimenta do reino a gosto, misture bem e deixe cozinhar por 5 minutos.
  4. Acrescente o leite de coco e misture novamente.
  5. Tire do fogo.
  6. Recheie as casquinhas com a mistura preparada. Polvilhe com a farinha de rosca e por cima distribua os pedacinhos de manteiga. Coloque em uma assadeira, leve ao fogo pré-aquecido e deixe ficarem bem quentes.
  7. Tire do forno passe para um prato de servir e leve.

Rendimento: 12 a 15 casquinhas.

Atualização via E-Mail

Descobri que é possível atualizar o blog por meio de mensagem de e-mail diretamente a ele.
 
Puxa vida!  agora dá para anotar todas as bobagens que passam pela cabeça, em tempo real...

terça-feira, 7 de abril de 2009

O Chef ataca outra vez...

No domingo cometi outro almoço.

Desta vez foi mais prosaico: churrasco de picanha fatiada, espetinho de filé mignon e sardinha na brasa. Salada de alface, tomate, pepino e cenoura. Arroz branco. Sobremesa Bolo de aniversário (três ao mesmo tempo). Teve bolo de chocolate (trazido pelo sobrinho Angelo, um dos aniversariantes, e outro de pão-de-ló com recheio de pêssego em calda – especialidade da Edna.) Também trouxeram uns docinhos: brigadeiro, cajuzinho, cocada...

A picanha já é prato obrigatório por aqui. Temperada com sal grosso, assada em fogo alto para selar e depois fatiada e frita na chapa à medida que a clientela vai demandando.

Enquanto isso, cerveja...

Para a sardinha que era o prato extra, preparei dois molhos, além do mesmo molho que tinha preparado no sábado: alcaparras com mostarda.

Os molhos de sardinha foram: molho tradicional da família seguindo a receita do finado Lino, - azeite, alho e salsinha.

O outro eu preparei com ervas diversas: salsinha, coentro, manjericão, tomilho, em azeite e alho.

Acordei cedo, levei os cachorros para cagar na praça e depois coloquei a lona plástica cobrindo a parreira, para proteger contra o sol. Daí fui preparar os molhos, os espetinhos, a salada...

Foi cansativo, porque velho pensa que ainda tem dezoito anos e o corpo não consegue acompanhar o espírito.

sábado, 4 de abril de 2009

Aprendiz de Chef...

Fiz o almoço hoje. Contra-filé em tiras com molho de mostarda e alcaparras.

Coloque um pouco de azeite na frigideira e doure um dente de alho moído junto duas colheres de alcaparras. Desligue o fogo e adicione uma caixa(lata) de creme de leite sem o soro.

Depois adicione duas colheres de mostarda.

Mexer bem, misturando o creme e a mostarda.

Colocar uma colher de mel e provar o sal.

Esquentar até ferver e desligar. Reserve


 

Coloque uma peça de contra-filé temperada com sal grosso na churrasqueira e asse dos dois lados.

Depois, corte as tiras e sirva com o molho de mostarda... acompanhado de um bom tinto...

(O molho frio também é ótimo para saladas...)

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Visão do 11 de Setembro a partir da Rússia

Visão a partir da Russia

Desde 2001 sentimos que o governo americano estava nos enrolando em farinha com a história do 11 de setembro.

Mas, todo mundo tende a achar que é paranóia ou teoria da conspiração achar que o atentado teve a mão da CIA ou do Pentágono.

Agora, um general russo que comandava o exército em 2001 publicou um artigo tratando do assunto que mostra não ser absolutamente absurda a hipótese de envolvimento do governo americano nos atentados.


 

Traduzi rapidamente o artigo que publico abaixo:


Politicólogo russo influente, vindo dos meios nacionalistas, o General Leonid Ivashov era o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas em 11 de Setembro de 2001. Naquele dia, tinha colocado seus satélites em alerta para observar os exercícios militares aéreos anunciados pelos EUA, mas viu-se diante de outro espetáculo completamente diferente. Diante das análises destes eventos por seus especialistas, ele descartou a hipótese Al-Qaeda e concluiu por uma provocação da elite financeira anglo-saxônica. Nesta base, ele desenvolveu a visão estratégica russa do mundo pós-11 de setembro. Reproduzimos aqui um dos seus artigos, representativo de seu pensamento e dos altos funcionários russos. O leitor ficará surpreso ao constatar que aquilo que é considerado como um delírio nos países da OTAN é uma verdade evidente na Rússia, assim como em muitas outras partes do mundo. Além da questão de se estabelecer a verdade, a honestidade intelectual exige uma compreensão e aceitação da relatividade dos pontos de vista. Este artigo será especialmente valioso para os militares franceses no momento em que o Ministro da Defesa deu início a uma caça às bruxas contra os professores da Escola de Guerra que ousaram relatar as diferentes interpretações do 11 de setembro.


 

O 11 de Setembro de 2001: uma provocação Mundial
por General Leonid Ivashov


 

A experiência da humanidade mostra que o terrorismo aparece em todos os locais onde são produzidos, em um dado momento, uma piora das contradições, onde as relações começam a se deteriorar no seio da sociedade e onde a mudança da ordem social, onde surge a instabilidade política, econômica e social, onde são liberados os potenciais de agressividade, onde os valores morais periclitam onde triunfam o cinismo e o niilismo, e onde a criminalidade está explodindo.

Os processos associados à globalização criam condições favoráveis para estes fenômenos extremamente perigosos. Eles conduzem a uma redefinição do mapa geopolítico do mundo, uma redistribuição dos recursos mundiais, violam a soberania e apagam as fronteiras dos Estados, desmantelando o direito internacional, aniquilando a diversidade cultural, empobrecendo a vida espiritual e moral.

Penso que temos hoje o direito de falar da crise sistêmica da civilização humana. Ela se manifesta de forma particularmente aguda no nível da interpretação filosófica da vida. Sua mais dramáticas manifestações estão relacionadas com o sentido dado à vida, a economia e o domínio da segurança internacional.

A falta de novas idéias filosóficas, a crise moral e espiritual, a distorção da percepção do mundo, a propagação de fenômenos amorais contrários à tradição, a corrida para o enriquecimento e poder ilimitados, a crueldade, conduzem a humanidade ao declínio e, talvez, ao desastre.

A preocupação, assim como a falta de condições de vida e desenvolvimento de muitos povos e estados constituem um importante fator de instabilidade global. A essência da crise econômica se manifesta na luta sem piedade pelos recursos naturais, nos esforços desenvolvidos pelas grandes potências do mundo, principalmente pelos Estados Unidos da América, mas também pelas corporações multinacionais para submeter aos seus interesses os sistemas econômicos de outros Estados, assumir o controle dos recursos do planeta e, especialmente das fontes de abastecimento de hidrocarbonetos.

A destruição do modelo multipolar, que garantia o equilíbrio de poder no mundo levou igualmente à destruição do sistema de segurança internacional, das normas e dos princípios que regiam as relações entre os Estados, assim como do papel das Nações Unidas e seu Conselho de Segurança. Hoje, os Estados Unidos da América e a NATO arrogam-se o direito de decidir o destino de outros Estados, de cometer atos de agressão, de submeter os princípios da Carta das Nações Unidas à sua própria legislação.

E são precisamente os países ocidentais que, através de suas ações e agressões contra a República Federal da Jugoslávia e o Iraque, assim como permitindo comprovadamente a agressão israelita contra o Líbano e ameaça à Síria, o Irã e outros países, liberaram uma enorme energia de resistência, de vingança e extremismo, energia que reforçou o potencial de terror, antes de se voltar como um bumerangue contra o Ocidente.

A análise do mérito do processo de globalização, bem como as doutrinas políticas e militares dos Estados Unidos da América e de outros Estados, permite nos convencermos de que o terrorismo favorece a consecução dos objetivos de dominação mundial e submissão dos Estados aos interesses da oligarquia mundial. Isto significa que ele não constitui um sujeito, como tal da política mundial, mas um simples instrumento, o meio para estabelecer uma nova ordem unipolar tendo como centro o comando global único, apagar as fronteiras nacionais e assegurar a dominação de uma nova elite mundial. É ela que constitui o principal sujeito do terrorismo internacional, seu ideólogo e seu "padrinho". É ela também que se esforça para dirigir o terrorismo contra outros Estados, inclusive contra a Rússia.

A principal meta da nova elite global é a realidade natural, tradicional, histórica e cultural que lançou as bases do sistema de relações entre os Estados, da organização da civilização humana em estados nacionais, da identidade nacional.

O terrorismo internacional atual é um fenômeno que, para as organizações governamentais ou não governamentais, consiste em usar o terror como meio para atingir objetivos políticos aterrorizando, desestabilizando as populações no plano sócio-psicológico, desmotivando as estruturas do poder do Estado e criando as condições que permitam manipular a política do Estado e o comportamento dos cidadãos.

O terrorismo é um meio para fazer a guerra de maneira diferente, não convencional. Ao mesmo tempo, o terrorismo, aliado à mídia comporta-se como um sistema de controle dos processos globais.

É precisamente a simbiose da mídia e do terror que cria as condições à subversão da política mundial e da realidade existentes. Analisando, neste contexto, os eventos de 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos da América, podemos tirar as seguintes conclusões:

  • o ataque terrorista contra as torres gêmeas do World Trade Center modificou o curso da história do mundo destruindo definitivamente a ordem mundial estabelecido pelos acordos de Yalta-Potsdam;
  • Eles desataram as mãos dos Estados Unidos da América, Grã-Bretanha e Israel, permitindo-lhes tomar medidas contra outros países, desafiando as regras da ONU e os acordos internacionais;
  • Eles estimularam o crescimento do terrorismo internacional.

Por outro lado, o terrorismo se apresenta como um instrumento radical de resistência aos processos de globalização como um meio de luta pela libertação nacional, de separatismo, um meio de resolver os conflitos entre nações e religiões, bem como um instrumento de luta política e econômica.

No Afeganistão, em Kosovo, na Ásia Central, no Oriente Médio e no Cáucaso constatamos que o terror também serve para proteger os traficantes de drogas, desestabilizando suas zonas de passagem.

Pode-se constatar que, em um contexto de crise sistêmica global, o terrorismo tornou-se uma espécie de cultura da morte, da cultura do nosso quotidiano. Ele irrompeu na Europa próspera, atormenta a Rússia, agita o Oriente Médio e o Extremo Oriente. Ele favorece a adaptação da comunidade internacional às ingerências violentas e ilegais nos assuntos internos dos Estados e a destruição do sistema de segurança internacional.

O terror engendra o culto da força e submete a ele a política, o comportamento dos governos e da população. O mais assustador é que o terrorismo tem um grande futuro, devido à nova espiral de guerra que se anuncia para a redistribuição dos recursos globais e para o controle de áreas-chave do planeta.

Na Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos da América, aprovado este ano pelo Congresso Americano, o objetivo declarado da política de Washington é "garantir o acesso às principais regiões do mundo, às comunicações estratégicas e aos recursos globais", tendo como meio para chegar a isso realizar ataques preventivos contra não importa qual país. Da perspectiva do Congresso, os Estados Unidos podem, assim, adotar uma doutrina de ataques nucleares preventivos que tem semelhança com terrorismo nuclear.

Isto envolve a utilização em grande escala de substâncias nocivas e as armas de destruição em massa. Ninguém se incomodará com escrúpulos para escolher a forma de reagir a um ataque. Para se defender, as partes nada terão além de escolher os meios.

A provocação por um ato terrorista torna-se um meio para alcançar objetivos políticos em escala global, regional e local. Assim, uma provocação organizado na cidade de Rachic (Kosovo, Sérvia) terminou por provocar a mudança de regime político na Sérvia e ao colapso da República Federal da Jugoslávia, enquanto servindo, tudo, como pretexto para a agressão da NATO e à separação do Kosovo da Sérvia. Trata-se de uma provocação em escala regional.

As explosões no metrô de Londres, os distúrbios em Paris, em 2005-2006 provocações são provocações locais que tiveram repercussões sobre a política e a opinião pública na Grã-Bretanha e na França.

Praticamente cada ato terrorista esconde poderosas forças políticas, corporações transnacionais ou estruturas criminosas que têm objetivos específicos. E quase todos os atos terroristas, com exceção das atividades de Libertação Nacional) são, de fato, provocações.

Mesmo no Iraque, explosões nas mesquitas xiitas e sunitas não são nada mais que provocações organizadas sob o princípio "dividir para conquistar". O mesmo acontece com o seqüestro e assassinato de membros da missão diplomática russa em Bagdá.
O ato terrorista cometido com a finalidade de provocação é tão antigo quanto a própria humanidade. São precisamente as provocações terroristas que serviram de pretexto para a eclosão de duas guerras mundiais. Os acontecimentos de 11 de Setembro de 2001 constituem uma provocação mundial. Pode-se falar de uma operação de alcance global. Tais operações geralmente permitem resolver vários problemas globais de uma só vez. Elas podem ser definidas como segue:

  1. A oligarquia financeira mundial e os Estados Unidos da América obtiveram o direito informal de recorrer à força contra não importa qual Estado.
  2. O papel do Conselho de Segurança ficou desvalorizado. Ele desempenha cada vez mais o papel de organização criminal cúmplice do agressor e aliado da nova ditadura fascista mundial.
  3. Graças à provocação de 11 de Setembro, os Estados Unidos da América se consolidaram seu monopólio mundial e obtiveram o acesso a não importa qual seja a região do mundo e seus recursos.

No desenrolar de uma operação-provocação existem sempre três elementos obrigatórios: O promotor, o organizador e o executor. No que diz respeito à provocação de 11 de setembro e contrariamente à opinião dominante, "Al-Qaeda" não poderia ser nem o promotor nem o organizador, não dispondo de meios financeiros suficientes (e eles são enormes) para promover uma ação de tal magnitude.

Todas as operações realizadas por esta organização são apenas locais e relativamente primitivas. Ela não dispõe de recursos humanos, de uma rede de agentes suficientemente desenvolvida no território dos Estados Unidos da América, para conseguir penetrar as dezenas de estruturas públicas e privadas que asseguram o funcionamento do transporte aéreo e garantem sua segurança. A Al-Qaeda não poderia ter sido o organizador desta operação (se não, para que servem o FBI e da CIA?). Estas pessoas poderiam, ao contrário ter sido muito bem os simples executores deste ato terrorista.

Em minha opinião, o promotor desta provocação poderia ter sido a oligarquia financeira mundial, a fim de instalar uma vez por todas "a ditadura fascista mundial dos bancos" (a frase pertence ao economista americano bem conhecido, Lyndon LaRouche) e assegurar o controle dos recursos mundiais em hidrocarbonetos limitados. Ela teria agido para garantir a dominação mundial por um longo tempo.

A invasão do Afeganistão, rico em recursos de gás, do Iraque e possivelmente do Irã, que têm reservas mundiais de petróleo, mas também o estabelecimento de controle militar sobre as comunicações petrolíferas estratégicas e o aumento drástico dos preços do petróleo são as conseqüências dos acontecimentos de 11 de Setembro de 2001.

O organizador da operação pode ter sido um consórcio bem organizado e amplamente financiado, formado por representantes (antigos e atuais) de serviços secretos, organizações maçônicas e trabalhadores do transporte aéreo.

A cobertura midiática e legal foi assegurada pelos órgãos da imprensa, juristas e políticos comprados. Os executores foram escolhidos em função da sua origem étnica na região que possuía os recursos naturais de importância global.

A operação foi bem sucedida, os objetivos atingidos.

A expressão "terrorismo internacional", enquanto principal ameaça à humanidade entrou no cotidiano político e social. Esta ameaça foi identificada na pessoa de um muçulmano, originário de um país com enormes recursos de hidrocarbonetos. O sistema internacional criado na época em que o mundo era bipolar foi destruído, e os conceitos de agressão, de terrorismo de Estado e de direito de defesa foram alterados.

O direito dos povos de resistir à agressão e às atividades subversivas dos serviços secretos estrangeiros, assim como de defender seus interesses nacionais é pisoteado.


Todas as garantias são fornecidas por outro lado, as forças que pretendem estabelecer uma ditadura mundial e dominação mundial. Mas a guerra mundial ainda não acabou. Ela provocou o 11 de Setembro de 2001 e ela não passa do prelúdio de grandes eventos futuros.


 

General Leonid Ivashov

O General Leonid Ivashov é Vice Presidente da Academia de problemas geopolíticos.

Ele foi chefe do Departamento de Assuntos Gerais do Ministério da Defesa da União Soviética, secretário do Conselho de Ministros da Defesa da Comunidade de Estados Independentes (CEI), chefe do Departamento de Cooperação Militar do Ministério da Defesa da Federação Russa. Ele era Chefe do Estado-Maior dos Exércitos Russos em 11 de Setembro de 2001. Ele é um membro da conferência Axis for Peace da Rede Voltaire.