domingo, 24 de maio de 2009

receita

Tomate Farce au (recheado com) Duxelle

4 tomates

Duxelle
200 g de cogumelos brunoise
50 g de cebola brunoise
Q.B. vinho branco
Q.B. salsa picada
Q.B. sal

Para o preparo do duxelle, misture os cogumelos, a cebola, o vinho branco, a salsa picada e o sal.
Corte a tampa dos tomates e tire um pouco das sementes. Recheie com o duxelle e leve ao forno para aquecer.

*Q.B.: o quanto bastar.


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sexta-feira, 22 de maio de 2009

SEMELHANÇAS






Visitando o site da cidade de Dasà, Calabria, Itália, http://www.comunedasa.it/dasa/index.asp de onde vieram meus avós, encontrei a foto de um Nicola Filardi.   Meu avô se chamava Nicola Filardo. 

O que chamou minha atenção foi a semelhança entre aquela foto e a foto de meu Tio Chico à esquerda, o Nicola Filardi no centro e meu pai à direita dele e meu avô Nicola à direita e eu depois dele. Guarda gli occhi... e gli capelli...

Parecem ser todos della stessa famiglia, vero?

Logo na capa do site aparece a Porta Filardo, esculpida em pedra que eu coloquei na postagem anterior.


quinta-feira, 21 de maio de 2009

PORTAL DASA


 
 















PORTAL DE PEDRA - CASA FILARDO - DASÀ - ITALIA

PROJETO “TOMA QUE O FILHO É SEU”

 Reciclagem e financiamento do tesouro municipal


Sou muito preocupado com as finanças municipais. Afinal, minha esposa é ex-funcionária e minha filha é funcionária da prefeitura e nosso fluxo de caixa depende, portanto, da saúde financeira da Prefeitura de São Paulo.

Além disso, acho que o Kassab está no caminho certo na administração da cidade. A cidade está mais bonita sem a publicidade, abusos estão sendo pouco-a-pouco punidos e estamos retornando à civilização.

Mas, há que se preocupar com a política, pois nem todos os políticos em nossa cena política têm a sua visão administrativa e o risco do retorno da barbárie é grande.

Por exemplo, a impressão que temos de que existe uma indústria de multas na CET é muito grande e isto tem um custo político. Acabo de receber uma notificação de multa imposta às 22:00 do feriado de 1° de Maio, por estacionamento em uma rua deserta, para ir até a padaria comprar pão. Coisas como esta depõem contra a administração pública.

Mas, não estou aqui para me queixar deste zeloso funcionário que, afinal, estava apenas preenchendo sua cota diária e tivemos o azar de lhe oferecer a oportunidade de fazê-lo.

O objetivo desta é fazer uma sugestão visando reforçar o caixa da Prefeitura sem recorrer a expedientes como a indústria da multa, ao mesmo tempo em que se realiza uma ação ambiental de peso.

Chamemos a isso AÇÃO DE RESPONSABILIZAÇÃO AMBIENTAL. Projeto O FILHO É SEU.

Assistimos na TV a campanha hipócrita e de absoluta má-fé da Coca-Cola, que se apresenta como defensora do meio-ambiente com meia dúzia de ações pífias localizadas, com grande estardalhaço publicitário, ampliando-as.

A Coca-Cola, como todos os outros produtores de bens de consumo é uma fonte inesgotável de lixo, por sorte reciclável, que sobrecarrega o sistema de coleta de lixo e entope os aterros. Milhões de garrafas plásticas e latas, embalagens plásticas. A Coca-Cola é apenas um exemplo. Neste barco estão todos os setores com embalagens recicláveis e não-recicláveis.

Ora, as Prefeituras têm autoridade para disciplinar a questão do lixo urbano.

A sugestão seria aproveitar a mesma tecnologia que facilita a vida dos caixas dos supermercados: o código de barras para identificar determinar a responsabilidade do fabricante em relação ao lixo.

Uma multa ou tarifa por tonelada de lixo despejada no ambiente seria imposta ao fabricante identificado pelo código de barras, com o objetivo de financiar a coleta e o descarte do material. Valeria o princípio da responsabilidade objetiva.

Este seria um incentivo grande para que a triagem e separação do lixo fosse feita de maneira terceirizada, ou seja, sem gastos para a Prefeitura, vez que o terceirizado teria a opção de revender o material coletado como matéria prima, além de uma remuneração proporcional ao volume processado, remuneração esta que sairia da tarifa cobrada como multa.

A empresa terceirizada seria cadastrada e autorizada a processar o lixo em suas dependências mediante licitação. Ou a própria empresa coletora realizaria o trabalho.

O terceirizado separaria e identificaria o lixo, pesaria e enfardaria o material, apresentaria um relatório mensal de tonelagem por fabricante (CNPJ) que a prefeitura poderia usar para cobrar o imposto. Caberia à prefeitura fiscalizar os terceirizados quanto à precisão dos dados do relatório, através de amostragem de lotes que seriam pesados e verificados por fiscais municipais.

Outra fiscalização seria em relação à mão-de-obra empregada por estes terceirizados, com o objetivo de evitar a exploração do trabalho infantil, condições de higiene, etc. A prefeitura tem experiência com a Usina de Compostagem da Vila Leopoldina.

No limite, seria possível incentivar o uso de sacolas, ao invés dos sacos plásticos de supermercado, as garrafas PET seriam recolhidas e o lixo lançado nos aterros seria apenas orgânico. Auditorias de lixo nos aterros permitiriam detectar as fontes de poluição.

Sabemos da força dos lobbies sobre a Administração e a Câmara Municipal, mas creio que os benefícios ambientais e financeiros de tal ação valem todos os esforços.


Moqueca de peixe


 

Ingredientes

4 postas de robalo(ou outro peixe de carne firme)

500g de camarão médio

4 tomates cortados em rodelas 3 cebolas médias em rodelas

1/2 pimentão vermelho sem pele, em tiras

1 pimentão amarelo sem pele, em tiras

4 folhas de louro

3 ramos de cheiro-verde

100 ml de leite de coco

2 dentes de alho

2 colheres (sopa) de polpa de tomate

Azeite a gosto

Sal e pimenta-do-reino a gosto

Para o
pirão:

1 xícara (chá) de farinha de mandioca fina;

3 xícaras (chá) de caldo de peixe;

camarões da moqueca para decorar.

Preparo

Moqueca:

Em uma panela de barro, ponha 3 colheres (sopa) de azeite, o tomate, metade da cebola e do pimentão. Acrescente as postas de peixe e cubra com o restante da cebola e do pimentão, as folhas de louro, o alho e a polpa de tomate. Adicione sal e pimenta a gosto. Ponha o camarão, o leite de coco e, por fim, o cheiro-verde. Tampe a panela e deixe cozinhar em fogo médio, por aproximadamente 1 hora.

Pirão:

Leve o caldo de peixe ao fogo e engrosse com a farinha. Decore com camarões e sirva com a moqueca e arroz branco.

Rendimento: 6 porções

quarta-feira, 20 de maio de 2009

origini

Assistindo o National Geographic Channel, tomei conhecimento do Projeto Genographic. Fiquei absolutamente fascinado com o assunto e acessei o site deles:

https://www3.nationalgeographic.com/genographic/index.html 

Bão,

Daí foi um pulo para pedir o kit de DNA e mandar fazer a análise do DNA pela linha paterna, ou seja da linha FILARDO.

Depois de algumas semanas, publicaram no site os resultados – meu Haplogroup é R1a1 que é um haplogroup muito comum no leste da Europa.

Publicaram também a análise da história de nossos parentes, desde a saída da África 50.000 anos atrás, até 5000 anos atrás quando a trilha esfriou. (no estado atual do banco de dados do projeto).

A trilha de nossos antepassados esfria no Leste do Irã, porque o ramo de nossa família desviou-se na Ucrânia do grupo que continuou seu caminho para o norte da Europa e nossos parentes resolveram voltar para a Asia.

Hoje meu Haplogroup está presente com maior porcentagem na Polônia, República Checa, Rússia, Leste do Iran, Kirgistão, Nepal, e parte da Índia.

Definido a direção geral de nossa origem, comecei a procurar links com o leste europeu através da pesquisa de nomes. Assim procurei a origem do nome Filardo e cheguei ao nome Philaretus que é a tradução latina do nome Philaretes de origem Armênia (bem próximo ao Cáucaso que é local onde o haplogroup R1a1 está presente).

Achei um santo siciliano de nome Philartus (o nome Filardo é recorrente na Sicília e na Calábria) Descobri também que um grande comerciante de Genova, que explorava a rota Genova-Síria se chamava Filardus.

Ora, no norte da Síria, um general chamado Philaretes (Philaretes ->Philaretus –> Filardus -> Filardo) Brachamios governou uma província que ficava entre a Síria e a Armênia (Hoje Turquia) com capital em Antioquia.

Considerando que a Sicília e a Calábria eram portos de parada obrigatória do comércio entre a Síria e Genova, é possível pensar que membros do clã Philaretes->Philaretus->Filardus->Filard
o se fixassem nestes portos para administrar o comércio e os entrepostos.


A consequência disso, poderia ser que todos os membros do clã fossem conhecidos como Filardos e também seria natural que se fixassem ao longo da rota em que navegassem.


Se non è vero, è bene trovato...

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domingo, 17 de maio de 2009

Próxima a ser cometida...

Calamari in Salsa Picante

Patatine pelate g500

Anelli di calamari g 500

Maionese

Ketchup – aceto –

Olio extraveringe –

Aglio – sale

DOSE PER 6 PERSONE

TEMPO : 20'


 

Mettete a bollire una pentola d'acqua. Salatela al bollore e acidulatela con 2 cucchiaiate di aceto.

Cuocetevi le patatine per 8/10 minuti; quindi aggiungete gli anelli di calamari e calcolate ancora 3 minuti dalla ripresa del bollore.

Scolate il utto e ponete in una citola. Salate, irrorate con un filo d'olio e lasciate intiepidire.

Mescolate in una ciotolina (o nel frullatore) 3 chcciaiate di maionese pronta, un cuchiaino di Ketchup, uno o due spicchi d'aglio tritati fini, ottenendo una salsa omogenea.

Versatela sul misto di calamari e patatine, mescolate e servite subito in tavola.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Biópsia no cu dos outros é refresco... literalmente.

Outro dia assistia a um programa na TV onde eles mostravam o famoso acelerador de partículas que potencialmente criaria um buraco negro e sugaria a Terra para dentro dele. O apresentador perguntou a um dos cientistas do projeto, qual era a possibilidade de isso acontecer quando o CERN  fosse acionado. O cientista respondeu 1:20 bilhões. 

Daí, o apresentador perguntou a um estatístico, que deve ser um humorista nas horas vagas, e este respondeu 50%. Sim, porque independente da probabilidade de 1:20 bilhões, a realidade é que tudo se resume em acontece/não acontece, ou seja 50% de chances. Como a história do avião que caiu porque era o dia do piloto.

O Dr. Lu Chi prescreveu uma Ultrasonografia Transretal de Próstata com coleta de material para biópsia que eu cancelei, visto que a leitura de outro exame de sangue indica níveis normais.

Mas, ainda que seja atualmente apenas um exame de rotina, pois os médicos mandam fazer biópsia até de caspa, ela é uma espada de Dêmocles  que pende sobre nossas cabeças até que o resultado seja publicado.

A gente nunca pára para pensar em nossa condição humana, a não ser em momentos em que ela é colocada em cheque.

Assim é que diante da possibilidade (lembremos que é de 50%) eu parei. E pensei.

Lembrei daquelas histórias da vida inteira passar diante dos olhos em dez segundos, em uma situação de risco de morte. Só que no caso da biópsia o processo é em câmara lenta, em momentos de ociosidade, ou sentado no vaso da privada.

Há uma reflexão nos dois sentidos do vetor tempo: para frente e para trás. O que vou fazer e o que eu já fiz. O que eu fiz valeu a pena? Podia ter feito diferente? Foi cagada?

Analisei minha vida e cheguei à conclusão de que até o momento, minha presença no Universo não foi grande coisa. Uma infância até certo ponto divertida, uma adolescência sofrida e uma idade adulta tediosa. Chata, não pelas oportunidades que se apresentaram, mas pelo baixo aproveitamento do potencial que elas encerraram. 

Constatei:

  1. Minha infância foi normal, com todas as cicatrizes que provam isso. A única coisa é que eu vivia sem qualquer supervisão. Minha mãe e meu pai trabalhavam fora e eu vivia solto.
  2. Passei o ginasial todo dentro de uma biblioteca. Li tudo o que achei pela frente. Não tinha amigos, tinha livros.
  3. Aos treze anos, pedi demissão por escrito da igreja católica. ( o Vaticano nem se deu ao trabalho de responder à minha carta. Mas isso também não fez diferença porque eu nunca entrei realmente para a igreja católica.) Enganei o Padre Pedro aos sete anos de idade  e não contei a ele que tinha roubado manga do vizinho.  E mesmo assim tomei a comunhão.  Há!
  4. Aos dezesseis anos, enquanto meus amigos estavam correndo atrás das meninas, eu estava empoleirado em árvores, de onde cai de uma altura de 5 metros e me estatelei sobre uma pedra. Desfigurado, transformei-me em um bicho do mato agressivo.
  5. Não prestei serviço militar por residir em zona agrícola, em município não-tributário.
  6. Nunca fui convocado como mesário em eleição.
  7. Nunca fui convocado como jurado.
  8. Nunca fui candidato.
  9. Não sou um "tifoso". Palmeirense por inércia, cago e ando pelo time.
  10. Nunca me apaixonei. Daquelas paixões que levavam a encher a cara, ficar enchendo o saco dos amigos pelos bares da vida, entrar em depressão profunda, "arrastar um bonde" por uma mulher, ou homem, ou time, ou causa...
  11. Quando estudante universitário durante a ditadura, apesar de meio esquerdista (sim, porque eu nunca sou muito nada), ser amigo de "subversivos" e participar de reuniões estudantis, eu deveria ser tão desimportante que nunca fui incomodado pela polícia.
  12. Entrei para a Maçonaria muito mais por ter ido ao encontro dela, por ter "escalado" meus parentes maçons e por ser tradição familiar, do que por ter sido escolhido devido a eventuais qualidades destacadas. Mais ou menos como a história do Groucho Marx que nunca entraria para uma organização que o aceitasse como membro. 
  13. Profissionalmente, tive uma carreira meteórica dentro de uma multinacional de turismo sem fazer até hoje a mínima idéia das razões pelas quais subi tão rápido.  Nesta empresa pude viajar a muitos lugares do mundo, mas sem apreciar. Ao contrário, amaldiçoando tudo aquilo, ou porque não gostava da comida do país, ou devido às reuniões intermináveis ou porque me sentia inseguro com minha incompetência.
  14. Na loja maçônica também, entrei em fins de 1982, em 1984 era Orador e em 1985, Venerável.  Ou seja, tenho a sensação de que talvez eu tivesse algum mérito, ou talvez os outros fossem medíocres demais. O mesmo vale para a empresa, onde passava o tempo todo me perguntando como era possível que meus superiores não percebessem a minha incompetência. E deixei a companhia por minha livre e espontânea vontade, ou seja, se tivesse permanecido, teria continuado a enganá-los.
  15. Sempre fui um bom marido e um bom pai, mas me pergunto se foi por convicção, se foi por comodismo ou se foi medo das conseqüências de uma eventual transgressão.
  16. Minhas filhas são infelizes. Ou seja, fracassei como pai.
  17. Minhas realizações materiais são fruto de trabalho braçal como tradutor, horas a fio e não de qualquer capacidade especial.
  18. Escrevo relativamente bem, mas nada tenho a declarar à humanidade, ou talvez não tenha coragem suficiente para desnudar minha alma ou abordar determinados assuntos, temeroso de que meu círculo imediato leia meus escritos. 
  19. Sempre padeci de incapacidade de me envolver emocionalmente. Falta de treino ou transtorno de Personalidade Esquizóide- TPE ?

Algumas vezes tenho a impressão de que eu realmente não existo. Acho que sou uma alma penada vagando pela terra, sem ser percebida pelos vivos. Só devo ser percebido por outras almas penadas, por isso, leitor, se você me conhece, é bom verificar se você  está realmente vivo.

E o futuro?

A grande merda é a perspectiva da deterioração física, a perspectiva da dor, do desgaste daqueles que nos cercam, mas, por outro lado, existe sempre a possibilidade de antecipar o desenlace.

Descobri que, considerando a tendência projetada dos acontecimentos mundiais e a evidente deterioração das condições da sociedade, não faço questão de ver o que nos reserva o futuro. Logo, o incentivo para manter esta identidade não é dos mais fortes.

É uma questão racional a ser pesada no momento certo.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

E agora, José...

Durma-se com um barulho desses...

Marquei a biópsia depois de soltar os cachorros na Unimed e conseguir antecipar o exame para dia 15 de Maio (o primeiro tinha sido marcado para o dia 12 de Junho).

O Hospital Samaritano pediu um exame de coagulometria. Fui ao Lavoisier rapidamente, onde aproveitei para solicitar mais um exame de PSA, já que o drácula ia tirar sangue para o outro exame.

Pois bem... a leitura do PSA neste exame veio normal - 3.74, ou seja, abaixo de 4.0.

E agora, José...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Palavras...

Curioso como uma única palavra pode fazer diferença na vida da gente. Claro que não é a palavra em si, mas tudo o que ela encerra.

Em Fevereiro fui fazer o meu check-up que envolvia teste ergométrico e exames de sangue. Como de hábito, solicitei ao médico que incluísse o exame de níveis de PSA entre os exames a serem feitos. Para quem não sabe, PSA é um marcador de câncer de próstata.  A presença de um tumor produz uma enzima que se mistura ao sangue e que pode ser detectada por exame de sangue.

A merda foi que o PSA veio alterado. 4.92 ao invés de 2.0.

O cardiologista, alarmado, mandou que eu fosse ver o Dr. Lu Chi. Fui lá imediatamente.

Depois do habitual estupro (foi minha primeira vez, porque nos check-ups normais ele sempre preferiu o ultrasom...) pediu novo exame de sangue dentro de três meses.

Corta para o presente.

Exame de sangue feito. PSA 4.88. Merda...

Voltei ao Lu Chi. Dessa vez sem dedo. Mas, o viado falou a palavra mágica: biópsia...

terça-feira, 5 de maio de 2009

ALMOÇO DO PRÓXIMO DOMINGO

No dia das Mães o cardápio será:
 
        Kassler defumado ao forno
 
        Batatas assadas
 
        Chucrute
 
        Salsichon branco
 
        Mostarda holandesa
 

ALMOÇO DO DOMINGO

 
Cardápio:
 
Macarronada tradicional com molho de tomate
 
Batatas assadas com bacon e farinha de rosca
 
Lagarto assado com batatas e molho de cerveja
 
 
 
 

Projeto Genographics


Não sou cientista, sou apenas um curioso da genética e da história humana.
 
Enquanto adepto da teoria da evolução, considero que o ser humano e os organismos em geral são os organismos possíveis dentro das condições do Planeta Terra que, por sua vez, somente tem as características que tem porque está exatamente nesta órbita ao redor deste sol. 
 
Qualquer variação para mais, viraríamos picolés;  para menos, churrasquinho.
 
Assim, a evolução das espécies é implacável. 
 
A terra passou por muitas fases na lenta evolução até esfriar e atingir a situação presente. Em uma das fases, o Cambriano,  ocorreu uma explosão de organismos nas mais diferentes formas e nos mais diferentes ambientes. Aos poucos, aqueles que não se ajustaram ao meio, foram eliminados.  Sobramos nós e os organismos atuais.
 
Se pensarmos no que o ser humano está fazendo com a Terra, dentro de alguns milhares de anos a seleção natural vai eliminar a raça humana e outros organismos que não se adaptarem à nova composição do ar, ou ao nível de calor gerado pelo efeito estufa.  Eliminado o causador, provavelmente a Terra voltará progressivamente ao normal, mas sem o Homem.
 
Teremos, então o Imperio das Baratas...
 
Tudo isso, para dizer que talvez a matéria que você leu esteja considerando um período muito curto da história.  As grandes mutações não são facilmente perceptíveis.  O que percebemos são os acidentes de percurso da genética que não se incorporam porque a vítima da mutação se fragiliza e desaparece.
 
Mas, outro dia eu vi um documentário na TV (no discovery ou no NG) que abordou um assunto interessante.   Foi feito um estudo comparativo da resistência ao álcool entre  Ingleses e Japoneses.
 
Como era de esperar, os ingleses deram de dez a zero nos japoneses.  E a explicação foi que lá pelos idos da idade média, a Inglaterra era um grande pântano ao longo do Tâmisa, com água estagnada e as doenças que isso acarreta.
 
Por isso, os ingleses não podiam beber a água e para purifica-la eles fabricavam cerveja, uma vez que o álcool da cerveja purificava a água.
 
Daí, quem tinha o fígado fraco morria de cirrose e quem aguentava sobrevivia.  E isso durou séculos, até que surgisse o café, para o qual a água precisava ser fervida e, consequentemente, purificada.
 
Então, vê-se um exemplo de seleção natural de curto prazo (alguns séculos apenas).  Não sei se houve realmente uma mutação genética,  mas os genes que determinavam um fígado bom foram transmitidos às novas gerações.
 
Vixe,  estou me estendendo demais...

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Projeto Genographics


A  meu ver, negativo e positivo são conceitos relativos. Mutações simplesmente ocorrem.  Se for muito negativa, ela condenará o mutante à extinção.  Então, não é que a mutação não possa ser negativa, é que os mutantes fracassados desaparecem, deixando a impressão de que a mutação tem um sentido somente positivo.
 
Veja o caso do neanderthal e do homo sapiens.  Eles coexistiram por algum tempo, mas não há evidência de que tenham se misturado. Provavelmente, se houve cruzamento, o resultado era infértil (como as mulas).
 
Dizem as más línguas que isso não é verdade,  que houve cruzamento e que o resultado foi uma população localizada na extremidade oeste da Europa, na foz de um grande rio...   (rsss!...)
 
Tomemos a cor da pele, por exemplo.
 
Vivendo na África, com uma insolação muito alta, a pele preta representa uma proteção contra a radiação ultra-violeta. A Melanina age como escudo biológico, evitando a queimadura de sol que poderia produzir, por exemplo, melanomas. Mas, ela não impede totalmente a penetração da radiação necessária para a produção da quantidade suficiente de vitamina D
 
Quando o homo sapiens foi se deslocando para o norte, a pele escura passou a representar uma desvantagem, pois a absorção da radiação solar era menor e, consequentemente a produção de vitamina D também era menor, resultando em  prejuízo para a produção da Vitamina D e sua conversão em metabólitos ativos, provocando doenças dos rins, desmineralização dos ossos, osteoporose, entre outros problemas.
 
Assim, os indivíduos mais escuros dessas populações migrantes morriam mais facilmente que os indivíduos que tinham sofrido mutações e tinham a pele mais clara, vez que estes produziam mais vitamina D que os outros.
 
Pouco a pouco, quanto mais clara a pele, mais chances de sobreviver o indivíduo tinha e, vice-versa.  A consequência foi uma população de pele muito clara, visando aproveitar ao máximo a fraca radiação solar. Os negros, nestas latitudes, precisam tomar suplementos de vitamina D para compensar.
  
Outro exemplo seria a estatura:
 
Ser baixinho pode ser negativo ou positivo.  Em uma situação de combate corpo-a-corpo, o baixinho leva desvantagem,  mas quando se trata, por exemplo, de retenção de calor corporal, ele leva vantagem pois tem uma área de pele muito menor e, portanto, menor dissipação de calor. Ou quando a quantidade de alimento diminui, um corpo pequeno exigirá menos alimento para sobreviver, ao passo que um corpo grande enfraquecerá e morrerá.
 
Foi o que ocorreu nas estepes russas, onde temperaturas de 40 graus negativos são comuns, e onde o homo sapiens europeu moderno teve seu berço. Ali, as populações são em geral compostas de pessoas de baixa estatura e gordinhas.  A seleção natural se encarregou de encontrar as características mais eficientes para enfrentar a condições do meio: menos pele, e mais gordura para aquecer.
 
E isso vale para todas as características físicas e é, basicamente, o mecanismo da seleção natural.

domingo, 3 de maio de 2009

Projeto Genographics e Genealogia

No caso da Genealogia, o estudo do DNA da raça humana não é inteiramente útil. E a razão é muito simples: uma identificação de mutação que leve em conta 12 marcadores (o padrão utilizado tanto no estudo da NG quanto emoutros estudos científicos, nos remete a um momento histórico entre 5000 e 10000 anos atrás.

Os estudos genealógicos partem do tempo presente e vão adentrando a bruma do passado, com base em documentação, visto que a coleta de DNA (apesar de possível) não é utilizada para esta finalidade. (ainda).

Dessa forma, é possível determinar uma região de origem, até mesmo uma  certa característica racial, mas não uma árvore genealógica como a entendemos.

Por exemplo, foi isolada uma determinada combinação de mutação genética chamada Fator Cohen que identifica membros de raça judaica pertencentes à casta dos sacerdotes da religião judaica.

Também, como é o meu caso, foi identificada uma origem no centro da Rússia, em uma, digamos, civilização Kurgan de onde se originaram celtas e o grupo linguístico indo-europeu que deu origem aos idiomas ocidentais, que domesticaram o cavalo, inventaram a roda e os carros de guerra e conquistaram a Europa, alterando para sempre a composição da população européia.

Assim, no momento presente, pelo menos, estes estudos de DNA primitivo não servem à pesquisa genealógica.

sábado, 2 de maio de 2009

Afro-Italiano, sim senhor..

A explicação inteira é muito extensa, mas 'en poche palabre' como dizia o seu Oscar, toda a nossa herança é acumulada no DNA, onde se recombinam características de todos os nossos antepassados.

O DNA é uma longa tira de combinações de quatro proteinas que funcionam como  um manual de instrução para a montagem do nosso corpo. Um exemplo: 'il naso' - muitas famílias têm como característica um certo tipo de 'naso' que  passa de pai para filho. Isso vem codificado no DNA.

Mas nesta longa "tira" existe uma região do DNA que não se combina, que vai  passando de pai para filho desde a origem da raça humana. Ou melhor dizendo, esta região sofre mutações de vez em quando. Pequenos "erros de digitação" que ficam registrados no DNA a partir do momento em que ocorrem.

Pois bem, estudando estas mutações e comparando-as a um referencial, consegue-se determinar uma linha cronológica e um deslocamento geográfico.


Por exemplo

1) DNA de referência:

 aaaa bbbb cccc dddd

2) Passados milhares de anos, o DNA sofreu uma mutação: 

aaaK bbbb cccc dddd

3) Passados mais alguns milhares de anos, outra mutação: 

aaaK bbbb cccM dddd

4) Mais alguns milhares de anos e temos: 

aaaK bbbb cccM dddY

analisando estas mutações, os cientistas sabem que o quarto DNA vem depois do terceiro DNA que vem depois do segundo, porque ele contém as mutações ocorridas anteriormente.

Supondo que o DNA de referência esteja na África, que o segundo DNA esteja no Oriente Médio, e o Terceiro DNA esteja na Rússia, e o quarto em Portugal, temos uma evidência de que houve uma migração desde a África até Portugal, via Oriente Médio e Rússia.

O National Geographic, com suporte da IBM, montou o Projeto Genographics que  pode ser encontrado neste site, onde existe um mapa com as rotas tomadas pelo homo sapiens:

https://genographic.nationalgeographic.com/genographic/lan/en/atlas.html

Os cientistas coletaram amostras de milhões de indivíduos no mundo inteiro,  colocaram nos supercomputadores da IBM e aplicaram aquele método comparativo  e conseguiram determinar as rotas de migração da humanidade.

A análise levou à constatação de que a origem do Homo Sapiens está na África, na região do Quênia e de lá a humanidade se espalhou por toda a  Terra.

Posteriormente, por mutação ou adaptação ao ambiente, o homo sapiens foi adquirindo os diferentes formatos, mas esta é outra discussão.

Eu fiz o teste do National Geographic e o resultado foi que por parte de pai, minha origem mais próxima seria Croacia, de onde um antepassado migrou para a Itália.

Por parte de mãe, sou preto. Angolano ou da Guiné.

Afro-italiano.