segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Bacalhau à Consulesa

 

Ingredientes


3  (sopa) de amido de milho
1  (chá) de óleo de soja
1  (chá) de leite
1 quilo de batata em cubos médios
1 quilo de bacalhau porto
4 claras de ovos em neve
200 gramas de margarina
1 cebola ralada

Preparo


Deixar o bacalhau em bastante água, de um dia para o outro. Escorrer a água e desfiar, retirando a pele e as espinhas. Fazer um refogado com óleo, cebola e o bacalhau. Reservar. Deixar as batatas em água fria por 10 minutos. Escorrer e fritar em óleo quente e reservar. Aquecer a margarina e juntar o amido de milho, misturando bem. Adicionar o leite e continuar mexendo até cozinhar. Juntar o bacalhau desfiado, as batatas e as claras batidas em neve. Despejar numa forma refratária untada e polvilhada com farinha de rosca. Levar ao forno quente durante 15 minutos.

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terça-feira, 13 de outubro de 2009

The Lost Symbol, Dan Brown

Fiquei impressionado com o livro do Dan Brown, "O Símbolo Perdido" que terminei de ler hoje.

Estou pensando seriamente em entrar para a Maçonaria. Se alguém puder me indicar, me mande um e-mail, please.

Não deixem de ler o livro quando estiver disponível. Ele levanta o véu um pouquinho mais do que devia, mas de maneira geral, não provoca danos. Talvez, em certa medida, prejudique um pouco a imagem clássica do maçom, se considerarmos alguns aspectos do comportamento do grão-mestre Peter Solomon, mas para isso existe a justiça poética.

Já os "red-necks" e "hillbillies" vão ficar apavorados. Vão achar que os Maçons dirigem o país. A menos que o Dan Brown tenha conseguido passar uma mensagem positiva, principalmente pelo fato de que os Founding Fathers da nação americana eram maçons em sua maioria.

Também joga a favor, o outro filme "A lenda do Tesouro Perdido" que guarda bastante similaridade com o livro. Digamos que "A lenda" é mais estilo Disney e que "o símbolo" é mais no estilo Hannibal Lecter. Mas, a trama guarda bastante semelhança. Certamente o Dan Brown assistiu ao filme do Turteltaub. Quem sabe eles convidam o Riddley Scott para dirigir o filme e ele consiga dar um aspecto menos "gay" à trama.

O livro é interessante, apesar de parecer o Código Da Vinci reescrito, trocando a Opus Dei pela Maçonaria.

O ritmo frenético é o mesmo. Mas é violento. Muito violento. Muito sanguinolento... Por outro lado, é impressionante a resistência física das personagens. Por muito menos que aquilo, eu ficaria no mínimo um mês no hospital.

Eles não. São americanos, of course...

O Quê Dizer aos Filhos Sobre Religião?

Austin ClineTradução José Filardo

Quando as crianças são criadas em um ambiente religioso, o que lhes é ensinado sobre religião é relativamente óbvio e organizado - mas e as crianças educadas em um ambiente não-religioso?
Se você não está especificamente ensinando seus filhos a acreditar em quaisquer deuses ou a seguir qualquer sistema religioso, então pode ser tentador ignorar completamente este assunto.

Mas, no entanto, isto seria, provavelmente, um erro.
Você pode não seguir qualquer religião e você pode ficar mais feliz se os seus filhos nunca seguirem qualquer religião, mas isso não muda o fato de que a religião é um aspecto importante da cultura, da arte, da política e da vida de muitas pessoas que seus filhos vão encontrar ao longo dos anos.
Se seus filhos simplesmente são ignorantes sobre religião, eles vão perder muita coisa.

Outro, e talvez mais grave problema de se ignorar a religião reside na forma como eles reagirão à religião, uma vez que tenham idade suficiente para tomar suas próprias decisões.
Se eles não estiverem familiarizados com sistemas de crença religiosa, então eles serão presa fácil de evangelistas de praticamente qualquer fé.
Faltarão aos seus filhos simplesmente as ferramentas intelectuais necessárias para compreender e avaliar o que eles estão ouvindo, aumentando a probabilidade de que eles adotem uma religião muito exótica e/ou extrema.

Então, se é uma boa idéia ensinar sobre religião, como isso deve ser feito?
A melhor maneira de fazer isso é simplesmente ser o mais justo e objetivo possível.
Você deve explicar, usando materiais adequados à idade, apenas aquilo em que as pessoas acreditam.
Você também deve se esforçar para ensinar sobre tantas religiões quanto possível, e não se limitar apenas à religião dominante em sua cultura.
Todas essas crenças devem ser explicadas lado-a-lado, incluindo até mesmo as crenças de antigas religiões, tratadas geralmente hoje como mitologia.
Desde que você não privilegie nenhuma religião em detrimento de outra, então seus filhos também não deverão fazê-lo.

Quando seus filhos têm idade suficiente, pode também ser uma boa idéia levá-los aos cultos de diferentes grupos religiosos, para que possam ver por si mesmos o que as pessoas fazem.
Não há substituto para a experiência em primeira-mão, e algum dia eles podem querer saber como é o interior de uma igreja, de uma sinagoga, de uma mesquita. É melhor que eles descubram em sua companhia, de modo que você possa discutir o assunto posteriormente.

Se você estiver com medo de que ensinando sobre religião você também os estará ensinando a ter fé em alguma religião, você não deve se preocupar muito.
Seus filhos podem achar que esta ou aquela religião para ser muito interessante, mas o fato de que você está apresentando muitas religiões como iguais, sem que nenhuma delas mereça mais crédito do que qualquer outra, torna muito improvável que eles adotem acriticamente qualquer uma daquelas religiões, da mesma forma que uma criança criada especificamente para seguir uma tradição religiosa particular adota.

Quanto mais eles souberem sobre as reivindicações de fé de diferentes religiões e quanto mais simpáticos forem com a intensidade com que cada grupo, sincera e honestamente, acredita naquelas idéias incompatíveis entre si, menos provável será que eles comecem a aceitar qualquer uma daquelas reivindicações em detrimento das outras.
Esta educação e estas experiências funcionam, então, mais como uma vacina contra o fundamentalismo e o dogmatismo.

Ênfase no pensamento crítico também é importante, obviamente.
Se você educar seus filhos para serem céticos como regra geral, não deverá ser necessário fazer grande esforço para que eles tratem as afirmações religiosas com ceticismo – eles devem acabar fazendo isso por conta própria, de qualquer forma.
O ceticismo e pensamento crítico são atitudes que devem ser cultivados em uma ampla gama de temas, e não algo a centrar-se na religião e esquecer as outras coisas.

A ênfase no respeito também é importante.
Se, por meio de exemplo ou de propósito, você ensinar seus filhos a ridicularizar os crentes, você só os estará ensinando a serem preconceituosos e intolerantes.
Eles não têm que aceitar ou concordar com, ou mesmo gostar das crenças religiosas dos outros, mas eles não devem fazer questão de tratar os crentes como se eles não merecem o mesmo respeito que os ateus e os não-religiosos.
Isto não só os protegerá de conflitos desnecessários, mas também fará deles melhores pessoas de maneira geral.

http://atheism.about.com/od/atheistschildren/a/kids_teach.htm?nl=1

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Don Brown e a Maçonaria

Líderes da Maçonaria esperam que o último romance de Dan Brown reavive o interesse na adesão ao grupo

Por Jeff Diamant/The Star-Ledger – Tradução José Filardo

4 de Outubro de 2009


Nicholas Kamm / AFP / Getty Images

"The Lost Symbol" o novo best-seller de Dan Brown é exibido em uma livraria em Washington, em 15 de setembro de 2009. O livro, que vê a personagem de "O Código Da Vinci", Robert Langdon mergulhado no mundo secreto dos Maçons, acontece na capital dos Estados Unidos.


Meio século atrás, quando os americanos mais participavam de grupos cívicos, 4,1 milhões de homens passavam regularmente suas noites em lojas maçônicas de todo o país. Esse período, a partir do final dos anos 50 até o início dos anos 60, seria o pico de adesão à Maçonaria.

Todos os anos desde então, a adesão vem declinando, em linha com outras organizações de serviço. O número atual de membros? 1,4 Milhões.

Agora, porém, os líderes do grupo estão esperando que a publicação do mais recente livro de Dan Brown, "The Lost Symbol", cuja trama está ligada aos maçons, reavive o interesse no grupo. Neste último sábado, a maioria das 129 lojas maçônicas de Nova Jersey realizaram sessões abertas ao público para responder às perguntas de candidatos a membros.

A notícia de que Brown incluiria os maçons em seu mais recente romance inicialmente não agradou alguns maçons. Afinal, o autor ainda é visto como vilão em muitos círculos católicos devidos aos retratos sinistros em "O Código Da Vinci" de 2003, do grupo de leigos católicos Opus Dei, outro grupo que, como os maçons, sempre foi visto como excessivamente secreto. (Não ajudou em nada a premissa de "O Código Da Vinci", que afirmava ter Jesus se casado com Maria Madalena e tido descendentes).

Depois de ler resenhas de "The Lost Symbol", no entanto, os maçons parecem mais propensos a realizar um "Dia de Homenagem a Dan Brown" do que falar mal dele. O tratamento dos maçons no novo romance, lançado no mês passado é, em geral, positivo.

"Pelo que eu li, ele não critica os maçons. Trata-se apenas um par de maçons descaminhados que vão contra o código em que acreditamos", disse Mike Rems, Secretário da Loja Maçônica Jersey City. "Dan Brown, na verdade, respeita os maçons."

Historiadores discordam sobre a origem dos maçons. Muitos acreditam que os primeiros foram grupos organizados de pedreiros medievais. Após 1717, quando a primeira Grande Loja da Inglaterra foi fundada, o grupo tornou-se mais fácil de rastrear. Através dos três séculos seguintes, tornou-se uma organização internacional fraternal e de serviço, exigindo que seus membros acreditassem em um ser supremo, independentemente de qual religião, se fosse o caso, eles professassem.



Um busto de George Washington, primeiro presidente dos EUA e maçom, colocado em 21 de novembro de 2007 sobre um pedestal de granito nos jardins da Grande Loja Maçônica do Distrito de Colúmbia, em Washington, DC. A continuação do livro de sucesso "O Código Da Vinci" do romancista Dan Brown deve levantar o véu sobre misteriosos símbolos maçônicos esculpidos no tecido das ruas e prédios históricos da capital dos Estados Unidos. AFP PHOTO / Tim Sloan (O crédito da foto deve ser TIM SLOAN / AFP / Getty Images)


O livro "The Lost Symbol" envolve a figura de destaque nos livros anteriores de Brown, o simbologista de Harvard, Robert Langdon, tentando salvar seu mentor, um maçom de destaque, em uma aventura repleta de códigos, que se desenrola em Washington, DC.

Como a Opus Dei, os Maçons têm sido objeto de teorias da conspiração, muito antes de Brown tê-los usado como matéria para enredo. E ambos os grupos viram a necessidade de reagir à publicidade dos respectivos livros.

"O tratamento da Maçonaria por Dan Brown é extremamente positivo no livro The Lost Symbol, mas ele se dedica a algumas licenças dramáticas em função de seu enredo", escreveram líderes do grupo escreveu em um novo site, www.freemasonlostsymbol.com, criado para isso por The Masonic Society, The Masonic Service Association of North America e o George Washington Masonic Memorial.

Existem cerca de 28.500 maçons em Nova Jersey, contra 104.000 cinco décadas atrás, e 129 lojas, contra 270, disse Larry Plaskett, o Grande Secretário da organização no estado.

Nos últimos anos, a adesão em Nova Jersey diminuiu cerca de 1.200 pessoas a cada ano. Entre 800 e 1.000 pessoas aderem a cada ano, e cerca de 2.000 membros morrem, disse ele.

Muitas lojas têm acompanhado o deslocamento de seus membros para o subúrbio. Newark já teve 26 lojas maçônicas separadas, mas agora tem zero.

"Antigamente, todo mundo morava na cidade e trabalhava na cidade, e eles pertenciam à brigada dos bombeiros e pertenciam à loja", disse Plaskett. "À medida que nos tornamos uma sociedade transitória, as pessoas se mudaram."

Os maçons conhecem as abundantes teorias da conspiração: que os maçons conspiram para derrubar governos, favorecem uma Nova Ordem Mundial, promovem os interesses dos judeus, adoram Satanás, colocam códigos secretos em locais públicos, e informam somente membros do alto nível sobre estes assuntos. Autoridades do Vaticano há muito denunciam a Maçonaria e, mais recentemente, o cardeal Joseph Ratzinger, em 1983.

"É nossa própria culpa", disse Plaskett. "Ao longo dos anos, mantivemos esse véu de segredo, o que nunca precisamos fazer. ... Temos alguns (segredos) - nossos métodos de reconhecimento e senhas. A única coisa que realmente consideramos segredo é a nossa cerimônia de iniciação. Não somos este grupo que conspira para derrubar o mundo, como alguns sugerem. "

O grupo começou a se desmistificar conscientemente na década de 80, disse ele.

"Decidimos que realmente precisávamos ir mais a público , e deixar que as pessoas saibam quem somos. ... Nós somos vizinhos", disse Plaskett, "que se orgulham de seus serviços públicos, tais como fornecer kits de identificação gratuitos que podem ajudar a polícia a encontrar crianças perdidas ou desaparecidas."

Ela também se tornou culturalmente mais diversificado. "Quando ingressei, 38 anos atrás", disse Rems, da Loja Maçônica Jersey City, "os membros eram predominantemente brancos, e protestantes em sua maioria. Tínhamos membros judeus, mas nenhum membro negro, nem filipinos. Agora temos Filipinos, temos espanhol, peruano, equatoriano e um dos nossos ex-veneráveis veio de Sri Lanka. "

http://www.nj.com/news/index.ssf/2009/10/freemason_leaders_hope_dan_bro.html.