terça-feira, 31 de agosto de 2010

Wikileaks

Três mitos digitais


Por Christian Christensen

A publicação dos Diários de Guerra do Afeganistão em Wikileaks, com reportagens publicadas no The Guardian, New York Times e Der Spiegel em comum acordo com o Wikileaks tornou-se notícia em todo o mundo. Le Monde Diplomatique, em conjunto com Owni e Slate.fr, também disponibilizou os documentos online através de um site dedicado. As implicações de segurança do material vazado serão discutidas durante os próximos anos. Neste meio tempo, a liberação de mais de 90.000 documentos gerou debate sobre o poder crescente do jornalismo digital e dos meios de comunicação social. Muitas das discussões têm suas raízes no que chamo de mitos digitais ou da internet - mitos que estão enraizados na noção romântica e deterministas de tecnologia.

Mito 1: O poder da mídia social

Especialistas em comunicação e comentaristas são frequentemente perguntados sobre o que o caso Wikileaks nos fala com relação ao poder da mídia social na sociedade contemporânea, particularmente na cobertura da guerra. Não há nada de errado com essas perguntas, mas elas ilustram uma tendência preocupante de colocar todas as formas de mídia social (blogs, Twitter, Facebook, YouTube, Wikileaks), sob o mesmo enorme guarda-chuva. O mito é que os meios de comunicação social são homogêneos, em virtude de suas tecnologias. Mas, o Wikileaks não é algo como o Twitter ou o YouTube. O que o separa de outras formas de mídia social é o processo de revisão pelo qual deve passar o material entregue a fim de ser postado no site. Isto pode parecer um pequeno detalhe, mas ele atinge o cerne da noção "tecno utópico" de um "open commons", onde toda e qualquer pessoa pode postar (quase) tudo para que todos possam ler, ouvir e ver.

O poder real do Wikileaks não é tanto a tecnologia (que ajuda, mas existem milhões de sites por aí), mas a confiança que os leitores têm na autenticidade do que estão lendo; eles acreditam que aquelas pessoas que trabalham na Wikileaks garantem a veracidade do material. Há literalmente centenas de vídeos no YouTube sobre o Iraque e o Afeganistão mostrando as forças da coalizão envolvidas em atos questionáveis e, em alguns casos, obviamente, ilegais de agressão. No entanto, nenhum desses clipes tiveram nada parecido com o impacto de um único vídeo postado pelo Wikileaks mostrando dezenas de civis (e dois jornalistas da Reuters) abatidos pela artilharia de alta potência de uma aeronave em um subúrbio de Bagdá. Por quê? Porque embora a abertura completa possa ser teoricamente atraente, a informação é tão valiosa quanto a sua confiabilidade e o Wikileaks tem implantada uma estrutura organizacional de revisão que o Twitter, Facebook, YouTube e a maioria dos blogs (por razões óbvias) não têm. Todos os meios de comunicação social não são criados iguais, e assim seu poder está longe de ser igual.

Mito 2: O Estado-nação está morrendo

Se o caso Wikileaks nos ensinou alguma coisa, é que o Estado-nação não está certamente em decadência. Uma grande parte do discurso em torno da internet em geral e da mídia social em particular, gira em torno da premissa de que vivemos agora em uma sociedade digital sem fronteiras.

A noção de que o estado-nação está em declínio esteve muito em voga em certas esferas da academia por muitos anos, mas os acontecimentos as últimas semanas nos devem fazer parar para pensar. Os responsáveis pelo Wikileaks compreendem claramente o papel vital do Estado-nação, especialmente no que se refere à lei. Apesar da alegação do estudioso da New York University Jay Rosen de que ele é a "primeira organização de notícias apátrida do mundo", o Wikileaks tem limites territoriais muito bem definidos.

O Wikileaks é semi-oficialmente baseado na Suécia e tem toda a proteção oferecida aos denunciantes e as garantias quanto ao anonimato das fontes segundo a lei sueca (Apesar de algumas dúvidas terem sido levantadas sobre se a lei sueca oferece realmente proteção ao Wikileaks ou não). Como o New Yorker informou em Junho de 2010, o Wikileaks está hospedado em um provedor sueco chamado PRQ. O material entregue ao Wikileaks passa primeiro pelo PRQ, e depois até servidores localizados na Bélgica. Por que Bélgica, você perguntaria? Porque a Bélgica tema as segundas mais fortes leis de proteção às fontes. E o fundador do Wikileaks, Julian Assange, escolheu a Islândia como o local para decodificar as imagens de vídeo aéreas dos assassinatos em Bagdá. A Islândia passou recentemente a Iniciativa Islandesa de Mídia Moderna, concebida para tornar o país um paraíso global para denunciantes, jornalistas investigadores e liberdade de expressão.

Além do Wikileaks, temos outras lembranças da importância dos estados e das leis no mundo digital fluido: as recentes decisões dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita de institui proibições para a função de mensagens em aparelhos BlackBerry, ou a aparentemente interminável proibição legal do YouTube na Turquia. Embora seja verdade que a estrutura do Wikileaks esteja configurada para ignorar as leis de alguns países (habilitada pela tecnologia digital), ele também faz uso de leis de outros países. O Wikileaks não é ilegal - ele só está movendo todo o jogo para lugares onde as regras são diferentes.

Mito 3: O jornalismo está morto (ou quase)

Relatórios sobre a morte do jornalismo têm sido imensamente exagerados (para tomar emprestado de Mark Twain). O caso Wikileaks fala do poder da tecnologia para nos fazer repensar o que entendemos por "jornalismo" no início do século 21. Mas, ele também consolida o lugar do jornalismo tradicional dentro da cultura contemporânea. O Wikileaks decidiu liberar os documentos Afegãos ao The Guardian , ao New York Times e ao Der Spiegel semanas antes que eles fossem publicados online - a grande mídia, e não publicações "alternativas"(presumivelmente simpáticas), tais como The Nation, Z Magazine ou Indymedia. O motivo disso é, sem dúvida que estes três canais de notícias são os principais definidores da agenda de notícias internacionais. Poucos estabelecimentos (exceto organismos de difusão como a CNN ou a BBC) têm tanta influência quanto o New York Times e The Guardian - e o fato de serem publicados em Inglês ajuda na exposição. O pessoal do Wikileaks foi esperto o suficiente para perceber que qualquer publicação dos documentos online sem contato prévio com agências de notícias selecionadas levaria a uma corrida caótica de artigos dispersos em todo o mundo.

Da forma como aconteceu, as atenções se voltaram direto para os três jornais em questão, onde um grande número de documentos já haviam sido analisados e sintetizados. E o papel do Wikileaks não se perdeu em um turbilhão de informações. Na tese da morte do jornalismo (como naquela da morte do estado-nação), a mudança é confundida com a eliminação. A publicação dos Diários do Afeganistão mostra que o jornalismo tradicional ainda detém uma boa dose de poder, mas a natureza desse poder mudou (em comparação a 20 ou 30 anos atrás). Um exemplo é a narrativa do editor executivo Bill Keller sobre o contato entre o pessoal da redação do New York Times e da Casa Branca após a liberação dos documentos:

"A administração, embora condenasse veementemente o WikiLeaks por tornar públicos esses documentos, não sugeriu que o The Times não devesse escrever sobre eles. Pelo contrário, em nossas discussões antes da publicação dos nossos artigos, funcionários da Casa Branca, embora desmentissem algumas das conclusões que extraímos do material, nos agradeceram pelo tratamento dos documentos com cuidado, e nos pediram para instar o WikiLeaks a reter informações que pudessem custar vidas. Nós passamos adiante essa mensagem. "

Esta é uma confissão surpreendente do editor executivo do mais respeitado jornal dos EUA. Por duas razões. A descrição do encontro com a Casa Branca demonstra orgulho pelos elogios da Casa Branca, em desacordo com as noções tradicionais da imprensa enquanto vigilância sobre aqueles que ocupam o poder. Em segundo lugar, o papel do New York Times como intermediário entre o governo americano e o Wikileaks ilustra uma interessante nova dinâmica de poder dentro das notícias e informações nos Estados Unidos.

No coração do mito da morte do jornalismo (e o do papel dos meios de comunicação social) está a presunção de uma relação causal entre o acesso à informação e a mudança democrática. A ideia de que o mero acesso à informação bruta de fato leva à mudança (radical ou não) é tão romântica quanto a noção de que o mero acesso à tecnologia pode fazer o mesmo. Informação, assim como tecnologia, só é útil se o conhecimento e as habilidades necessárias para ativar tais informações estiverem presentes. O Wikileaks escolheu seus três jornais não porque eles representavam necessariamente espíritos ideologicamente afinados com Julian Assange e seus colegas, mas porque eles eram profissionais, organizacional e economicamente preparados para o trabalho de decodificação e distribuição do material fornecido.

Em um mundo digital que está sendo constantemente redefinido como não-hierárquico, sem fronteiras e fluido, o Wikileaks lembrou-nos que a estrutura, limites, leis e reputação ainda importam.

Christian Christensen ( christian.christensen@im.uu.se ) é professor associado de Estudos de Mídia e Comunicação no Departamento de Informática e Mídia da Universidade de Uppsala, na Suécia. Seu trabalho se concentra em aspectos políticos, econômicos e culturais da mídia global


 

Publicado em 09 de agosto originalmente em http://mondediplo.com/blogs/three-digital-myths

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Script do meu velório

Enterramos o Gilberto ontem em São Roque. 63 anos de idade. Apenas dois anos mais velho que eu. Esta semana também morreu o Maçã lá em Caconde. Médico, alguns anos (não sei quantos) mais novo que eu. Duas pessoas totalmente diferentes. O Gilberto baixinho e magrinho. O Maçã também não era muito alto, mas era gordo e abusava de comida e bebida.

Isso me fez refletir sobre o assunto, e no velório ontem decidi redigir um script para o meu velório. Assim, a família não tem que decidir grande coisa.

Felizmente, não tenho ido a muitos velórios ultimamente. Ou tenho poucos amigos, ou meus amigos estão se agüentando. Mas, nos velórios que visito sinto sempre a falta de alguma coisa.

Acho que é a influência do cinema. Nos filmes, há sempre música durante as cenas de velório, que visam intensificar a dramaticidade da situação. E devido à influência irlandesa na sociedade americana, os velórios sempre incluem comes e bebes. Fora aquelas cenas lindas no cemitério, com gaiteiros (quando enterram policiais) ou com a família sentada diante do esquife à espera do enterro.

Curioso é que nos filmes americanos as pessoas abandonam a cena antes que o caixão desça à cova, deixando o falecido sozinho com os coveiros.

Recomendações iniciais:

  1. Os restos mortais devem ser cremados. Poderá ser em Vila Alpina, ou em Guarulhos, onde eles transmitem o velório pela Internet. Dessa forma, quem não puder comparecer, poderá assistir ao velório, assinar o livro de presença eletrônico. (Vai perder o vinho e os salgadinhos, mas enfim...)
  2. O esquife a ser adquirido deve ser o mais barato possível. Aqueles de pinho aparente e não deve conter flores (coisa de boiola...) nem rendinhas. Só o defunto esticadão, de terno escuro, envergando seus paramentos de mestre maçom (que devem ser retirados antes do fechamento da urna e devolvidos à loja, juntamente com todos os livros e materiais maçônicos.
  3. Fica terminantemente proibida a entrada de padres, pastores, rabinos, pais de santo, mullahs, gurus ou qualquer outro indivíduo que possa apresentar o risco de resolver convocar os presentes para uma oração (exceção feita ao Monsenhor Picido que se quiser comparecer ao velório, terá sua entrada franqueada após revista cuidadosa para ver se não traz consigo algum perigoso instrumento, do tipo crucifixo ou, pior, um daqueles aspersores de água benta). Em todo caso, nada de rezas...
  4. Proibida a exposição de símbolos religiosos, particularmente aquela exibição de crueldade romana usualmente exposta nos covis da santa madre.
  5. Velas ou incenso perfumado poderão ser utilizados.
  6. Quem se sentir tentado a dançar, pode ficar à vontade.


 

BUFFET:

Durante o velório, devem ser servidos:

Bebidas:

Bourbon, champagne demi-sec, vinho tinto Carmenére, coca-cola zero e água de côco. Se possível em taças e copos de vidro. Descartável é coisa de pobre e é anti-ecológico.

Salgadinhos:OS

Coxinhas, bolinhas de queijo,croquetes,kibes, enrolados de salsicha, esfihas, pãezinhos de calabresa, bauruzinhos,risoles de queijo e presunto, risoles de milho, risoles de presunto e catupiry

Doces:

Brigadeiros, beijinhos, cajuzinhos...


 

TRILHA SONORA

Segue abaixo uma seleção de vídeos no Youtube que ilustram o tipo de música a ser executada. Vou preparar alguns CDs para o evento.

(Caso o Otavio da Graça ou a Isabel resolvam tocar alguma coisa, isto será permitido e até bem recebido).

Se o custo não for proibitivo, pode-se contratar um quarteto de cordas para o velório.


 

http://www.youtube.com/watch?v=--sDBQuz6DY&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=ix0_45153kY&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=gbvPpeig18U

http://www.youtube.com/watch?v=3ORIjtwGWKE&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=1XBcFdwSazo&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=ix0_45153kY&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=TF4vQ8fBkVg&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=Zi8vJ_lMxQI&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=KA4KIZ1YO_Q&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=AmmHLUxkzws

http://www.youtube.com/watch?v=S8cUi-dI_L8&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=kPwOvI5qF88&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=1uZ-p-tN8Gs&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=NlT8yeEYbMs

http://www.youtube.com/watch?v=qnq0Hwye4Is&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=gvozjEbsLa8&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=I2ZCDeda3JU&feature=fvsr


 

A saída do esquife do velório deverá ser feita lentamente ao som de:

http://www.youtube.com/watch?v=7YIqEKGY3dg

e o esquife deve ser inserido no forno ao som de

http://www.youtube.com/watch?v=VxLacN2Dp6A&feature=related

ou

http://www.youtube.com/watch?v=R_XJFp5JXpk&feature=related


 

DESTINAÇÃO DAS CINZAS:

As cinzas deverão ser divididas em três partes iguais.

A primeira deve ser enviada para o jazigo da família em Caconde. A segunda deve ser inumada no jazigo da família em São Paulo.

A terceira poderá ser conservada em uma urna sobre o piano. Se isso parecer muito mórbido, elas devem ser espalhadas às colheradas pelo jardim e os vasos da casa (assim servirão de adubo para o jardim).


 

Bem, isto é o que me ocorre no momento. Acrescentarei novas instruções, caso surjam.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O que aconteceu ao sonho americano?

Por Jamal Simmons , Especial para a CNN


 

Nota do Editor: Jamal Simmons, ex-assessor do Comitê Nacional Democrata e de vários candidatos democratas é um dos diretores do Raben Group, uma firma de consultoria de Washington.

(CNN) - Especialistas e políticos opinam igualmente que Washington não tem se concentrado suficientemente em empregos, e o presidente Obama procurou ampliar a agenda de empregos na quinta-feira, na Liga Urbana Nacional, em um discurso sobre educação.

O presidente tem razão em fazê-lo, mas ele precisa se comunicar com o público americano de forma inspiradora sobre como os americanos podem criar um futuro melhor.

No debate nacional sobre imigração, o presidente oferece um "caminho para a cidadania" para aqueles que estão aqui ilegalmente. É hora dele oferecer também um "caminho para os cidadãos" recuperarem o sonho americano.

Os americanos estão claramente angustiados com uma taxa de desemprego que paira um pouco abaixo de 10 por cento, mas nossa ansiedade não é só sobre empregos. Em uma pesquisa da Xavier University, 60 por cento dos entrevistados disseram que se tornou mais difícil alcançar o sonho americano do que foi para a geração de seus pais, e dois terços disseram que será ainda mais difícil para seus filhos.

Outros 58 por cento acreditam que a América está agora em declínio. Se a grandeza da América é como a areia que escorregar por entre nossos dedos coletiva na praia, os eleitores podem estar zangados porque Washington não parece muito focada em para-la.

As ansiedades nacionais são claras. A disparidade de renda está crescendo, e para além dos milhões de postos de trabalho que os EUA perderam, as escolas estão lamentavelmente sub-preparando as crianças americanas para a concorrência global.

Gastamos muito dinheiro na compra de petróleo de muitos lugares que nos causam muito problema, e nossa dependência dele está envenenado nosso meio-ambiente.

Enquanto isso, nosso governo pede mais dinheiro emprestado a países como a China, Arábia Saudita e Japão do que parece sensato. E, ainda, lidamos com a ameaça do terrorismo internacional e os custos em vidas preciosas e riquezas de permanecer no Afeganistão e no Iraque.

As soluções já estão sobre a mesa. Por exemplo, deveríamos declarar um fim à consideração tola em muitos estados de equilibrar os orçamentos cortando gastos com educação. Em vez disso, deveríamos nos concentrar mais atentamente na inovação em sala de aula, no professor e na responsabilização dos pais e aumentar a aprendizagem de matemática, ciência e línguas estrangeiras. Se alguma vez houve um motivo para um imposto sobre refrigerantes, a melhoria dos resultados educacionais seria ele.

O derramamento de petróleo no Golfo do México deveria ser uma oportunidade para aprovar propostas de energia alternativa. Democratas como Al Gore propõem converter a produção de eletricidade em uma grade de energia renováveis, e republicanos como T. Boone Pickens querem converter a frota de caminhões de para gás natural.

Políticos contra colocar um preço sobre o carbono devem oferecer outra estratégia para nos libertar do petróleo estrangeiro e da ameaça de uma nova crise como aquela que enfrentamos hoje no Golfo.

A preocupação com a dívida nacional está aumentando; no entanto, muitos economistas acreditam que reduzir os gastos ou aumentar os impostos agora nos precipitaria em outra recessão.

Maya MacGuineas da Comissão para um Orçamento Responsável sensatamente acredita que deveríamos atrasar a execução de todas as alterações políticas até que a economia tenha se recuperado; mas colocar a mudanças futuras nos livros agora, para tranquilizar os mercados e informar o público sobre as mudanças por vir, incluindo alterações nos impostos, direitos, defesa e gastos domésticos.

Saúde e as outras reformas ajudam a lidar com muitos destes problemas, mas a taxa de desemprego não se moveu, e não há compreensão coerente do modo como essas políticas se inserem numa estratégia de longo prazo. É como se os democratas nos estivessem vendido aveia, passas e farinha, sem descrever os bolinhos que logo sairão.

Sensatos ou cínicos, os eleitores americanos parecem desconfiar de ofertas de algo-por-nada que prometem ação governamental, sem reconhecimento dos custos para os cidadãos. Em vez disso, os políticos deveriam confiar que as pessoas se levantassem diante dos desafios que enfrentamos.

Se fossemos uma equipe esportiva, este seria o momento de o treinador de discurso duro falar diretamente sobre o trabalho duro necessário no campo de treinamento para vencer. Após o socorro aos bancos e os bônus, a nação precisa saber que estamos todos juntos nisso, portanto os milionários precisarão correr tantas voltas quanto aqueles que ganham salários.

É hora de um "caminho para os cidadãos" recuperar o Sonho Americano que se concentra em emprego e reclama nossos esforços, apela para nossa criatividade e espírito competitivo, e nos inspira com um discurso de vitória à frente. Os políticos que escolhem este caminho não-convencional podem ver seu destino político subir junto com a nação.

As opiniões expressas neste comentário são de exclusiva responsabilidade de Jamal Simmons.

O jogo dos Opostos

Toda a estranheza de Nosso Mundo Americano em um artigo

Por Tom Engelhardt

Alguma vez você já pensou em quão estranha é a versão de normal neste país? Deixe-me apresentar meu ponto de vista com um único artigo, quase nem notado do Washington Post que tem estado na minha cabeça há algum tempo. Ele representa o tipo de reportagem que, em nosso mundo, passa voando quase sem reação, apesar da autêntica estranheza que ela contém.

A peça de autoria de Craig Whitlock foi publicada em 19 de junho e tinha como título "Militares americanos criticados por compra de helicópteros russos para a Força Aérea do Afeganistão". Talvez isso seja suficientemente estranho para você. Helicópteros Russos? Claro, todos nós sabemos, pelo menos vagamente, que até o final do ano o gasto dos Estados Unidos em sua prolongada guerra e projeto de construção da nação no Afeganistão estará chegando a 350 bilhões de dólares. E, é claro, estes dólares têm que ir para algum lugar.

É certo que, nestes dias em partes dos EUA, governos estaduais e municipais estão tendo dificuldades enormes para encontrar dinheiro apenas para pagar professores ou a polícia. O Pentágono, por outro lado, não hesitou em usar pelo menos 25 - 27 bilhões de dólares para "treinar" e "orientar" os militares e a polícia afegã -, e após cada ciclo de treinamento falhou em produzir os resultados esperados, para pedir mais dinheiro e treiná-los novamente. Isso inclui o Exército Nacional Afegão, que, na era soviética dos anos 80, tinha cerca de 500 aeronaves e uma série de pilotos treinados. O que restou daquela força aérea - pouco utilizada na época dos talibãs - foi destruído no ataque aéreo americano e na invasão de 2001. Como resultado, a "Força Aérea Afegã" (com cerca de 50 helicópteros e aviões de transporte) é agora uma espécie de equívoco, uma vez que é, de fato, a Força Aérea Americana.

Ainda assim, existem alguns poucos pilotos afegãos, a maioria deles acima de quarenta anos, treinados há muito tempo em helicópteros de transporte Mi-17 russos, é uma versão remodelada destes helicópteros, Whitlock nos conta, que o Pentágono já gastou 648 milhões de dólares. O Mi-17 foi construído especialmente para o ambiente difícil do Afeganistão lá atrás quando vários jihadistas islâmicos, alguns dos quais nós estamos agora combatendo sob a alcunha de "Talibans", eram nossos aliados contra os russos.

Aqui está o primeiro parágrafo do artigo de Whitlock: "O governo americano está rapidamente comprando helicópteros de fabricação russa para formar o núcleo da incipiente força aérea do Afeganistão, uma estratégia que está atraindo o fogo de membros do Congresso que querem forçar os afegãos a voar helicópteros americanos ao invés deles."

Assim, vários membros do Congresso estão chateados com a falta de um plano de Compra de produtos americanos quando se trata da força aérea afegã. Essa é a história que Whitlock se dispõe a contar, porque o Pentágono vem planejando comprar dezenas do Mi-17s na próxima década, e que, ao que parece, vale a pena ficar chateado quando excelentes fabricantes americanos de armas não estão conseguindo contratos.

Mas, vamos considerar três aspectos do artigo de Whitlock com o qual ninguém quer perder um minuto, mesmo que eles captem a extraordinária estranheza da maneira americana de guerra em terras distantes - e em Washington.

1. O pequeno Programa de treinamento que não conseguiu: Existe, atualmente, um impressionante número de 450 americanos no Afeganistão treinando a força aérea afegã. Infelizmente, há um problema. Pode não haver um programa de "comprar americano" para aquela força aérea, mas existe um programa "falar americano". Para ser um piloto da força aérea afegã, você precisa saber inglês - "a língua oficial do cockpit", assegura-nos Whitlock (mesmo que seja para voar em helicópteros russos). Como ele observa, no entanto, os trainees, na sua maioria analfabetos, levam cinco anos apenas para aprender o idioma. (Imagine uma Força Aérea Americana, na qual, apenas para decolar, cada piloto precisava saber falar Dari!)

Graças a essa barreira de língua, os EUA podem treinar sem parar e quase nada é garantido que aconteça. "Até agora", relata Whitlock, "apenas um piloto afegão se diplomou na escola de vôo nos Estados Unidos, embora dezenas estejam na fila. Isso forçou a força aérea a depender de pilotos que aprenderam a voar Mi-17s durante os dias da União Soviética e do governo do Talibã". Em outras palavras, apesar do impressionante desempenho soviético na década de 80, o treinamento da Força Aérea no Afeganistão foi re-imaginado pelos americanos como um trabalho de Sísifo.

E isso oferece apenas uma pálida idéia de quão bizarro se provaram os programas de treinamento americanos para os militares e policiais afegãos. Na verdade, às vezes parece como se exatamente o mesmo relatório crítico, detalhando os mesmo problemas de treinamento e retrocessos, fosse reciclado anualmente, sem que ninguém importante o considerasse particularmente estranho - ou fosse surpreendido que a resposta a cada má notícia sucessiva e decidisse derramar ainda mais dinheiro e treinadores no projeto.

Por exemplo, em 2005, num momento em que Washington já havia gasto 3,3 bilhões de dólares treinando e orientando o Exército e a polícia afegãos, o Escritório de Contabilidade do Governo Americano (GAO, por sua sigla em inglês) publicou um relatório indicando que "os esforços para equipar completamente o crescente número de tropas de combate [do Afeganistão] já ficaram para trás, e esforços para estabelecer instituições de sustentação, tais como um comando de logística, necessário para apoiar estas tropas ainda não engrenaram." Pior ainda, o relatório continua, podem ser necessários "até US $ 7,2 bilhões para completar [o projeto de treinamento] e cerca de US $ 600 milhões anualmente para sustentá-lo."

Em 2006, de acordo com o New York Times, "um relatório conjunto do Pentágono e do Departamento de Estado... constatou que a força policial treinada pelos americanos no Afeganistão é extremamente incapaz de realizar os trabalhos rotineiros de execução da lei, e que os gestores do programa de treinamento de 1 bilhão e 100 mil dólares não são capazes de dizer quantos funcionários estão realmente em serviço, ou onde foram parar os milhares de caminhões e outros equipamentos enviados às unidades policiais". Na melhor das hipóteses, afirmou o relatório, menos de metade dos números de policiais anunciados oficialmente foram "treinados e equipados para realizar suas funções policiais."

Em 2008, época em que 16,5 bilhões de dólares foram gastos em programas de treinamento do Exército e da polícia, o GAO uma vez mais informou, indicando que apenas duas das 105 unidades do Exército foram "avaliadas como estando plenamente capacitada para conduzir a sua missão primária", enquanto que "nenhuma unidade de polícia é plenamente capaz". Em 2009, o Inspetor Geral Especial Americano para a Reconstrução do Afeganistão relatou que "apenas 24 entre 559 policiais afegãos são considerados prontos para operar sem a ajuda internacional." Tais relatórios, bem como repetidas (e repetitivas) investigações de notícias e histórias sobre o assunto, são invariavelmente acompanhadas por um rosário de denúncias de corrupção, indisciplina, analfabetismo, consumo de drogas, taxas crescentes de deserção, infiltração pelo Talibã, soldados fantasma, e uma série de outros problemas. Em 2009, entretanto, a solução permanecia tão previsível quanto os problemas: "O relatório pedia mais treinadores americanos e mais dinheiro."

Em Junho, uma auditoria do governo americano, novamente realizada pelo Inspetor Geral Especial, contradizia as avaliações de treinamento otimistas dos americanos e as mais recentes dos americanos e da NATO, comunicando que "os padrões utilizados para avaliar as forças afegãs desde 2005 eram lamentavelmente inadequados, inflando suas capacidades." A usual ladainha de promessas de treinamento se seguiu. No entanto, de acordo com a Reuters, o presidente Obama quer mais 14,2 bilhões de dólares para o projeto de treinamento "para este ano e o próximo." E, na semana passada, Julian Barnes do Wall Street Journal relatou que o novo comandante da guerra do Afeganistão, general David Petraeus está planejando "reorganizar" a estratégia americana para incluir "maior atenção à forma como as forças de segurança do Afeganistão estão sendo treinadas."

Quando se trata de programas de treinamento americanos então, você poderia concluir que o Afeganistão provou ser um tipo de Catch-22 - a terra onde o tempo parou - assim como, evidentemente, parou o cérebro coletivo do "establishment" de segurança nacional de Washington. Para Washington, parece não haver qualquer curva de aprendizagem no Afeganistão, nem mesmo quando se trata de "treinar" afegãos.

E aqui está a coisa mais estranha de todas, embora ninguém se preocupe nem mesmo com mencioná-la neste contexto: o Talibã não teve dezenas de bilhões de dólares em fundos externos para treinamento; eles não tiveram anos de assessoria dos melhores assessores americanos e da NATO que o dinheiro pode comprar; eles não tiveram empreiteiras privadas, tais como a DynCorp ensinando-os a lutar e a policiar, e estranhamente, eles não parecem ter qualquer problema para combater. Não lhes faltam homens, não estão infiltrados pelos seguidores de Hamid Karzai, ou são particularmente corruptos. Eles podem ser analfabetos e podem não ser fluentes em inglês, mas eles estão prontos, em unidades até tamanho de pelotões, para atacar bases militares americanas, prisões
Afgãs, um
quartel da polícia pesadamente fortificados, e assim por diante, quase sem um mentor estrangeiro à vista.

Consideremos então, um milagre moderno em sentido inverso que os EUA provaram-se incapazes de treinar uma força afegã competente em um país onde as armas são a norma, onde a luta há décadas foi raramente interrompida, e os nativos são conhecidos por suas tradições de combate. Da mesma forma, é curioso que os EUA até agora tenha falhado em treinar uma força aérea de dimensões modestas, mesmo voando aviões de transporte leve italianos da década de 80 e aqueles helicópteros russos reformados, quando a União Soviética, o último poder imperial a tentar isto, mostrou-se à altura de criar uma força afegã capaz de pilotar aeronaves que iam desde helicópteros até aviões de caça.

2. Estratégias sem saída: Agora, vamos vadear um pouco mais fundo na estranheza do que Whitlock relatou ao abordar a questão de quando estamos realmente planejando deixar o Afeganistão. Considere esta passagem do artigo de Whitlock: "Os oficiais militares americanos estimaram que a Força Aérea do Afeganistão não será capaz de operar de forma independente até 2016, cinco anos depois que o presidente Obama disse que pretende começar a retirar tropas americanas do Afeganistão. Mas o [Brigadeiro da Força Aérea americana, General Michael R.] Boera disse que a data poderia se deslocar até pelo menos dois anos se o Congresso forçar os afegãos a voar em helicópteros americanos".

Em outras palavras, embora os americanos discutam sobre o que a data de retirada de Julho de 2011 do presidente realmente significa e, embora o presidente afegão, Hamid Karzai, sugira que as forças afegãs assumirão as funções de segurança do país até 2014, "funcionários militares americanos" anônimos de Whitlock estão claramente operando com um relógio diferente, de fato, no horário do Pentágono e, assim, estão planejando para uma meta de data de 2016-2018 para que aquela força simplesmente "opere de forma independente" (o que de nenhuma forma indica "sem o apoio americano.")

Se você tivesse uma mente conspiradora, você poderia quase que pensar que o Pentágono preferiu não criar uma força aérea afegã eficaz e, ao invés disso - como também foi o caso do Iraque, um país que já teve a sexta maior Força Aérea do mundo e, agora, depois de anos de treinamento americano, tem quase nada - continua o ser a força aérea substituta do Afeganistão para sempre.

3. Quem são os russos agora?: Ok; vamos avançar ainda mais profundamente na estranheza americana com uma passagem que compõe a maior parte dos parágrafos 20 e 21 da peça de Whitlock de 25 parágrafos: "Além disso", relata ele, "o Comando de Operações Especiais Americano gostaria de comprar alguns Mi-17 para si mesmo, de modo que forças especiais realizando missões clandestinas possam camuflar o fato de que eles são americanos. 'Gostaríamos de ter alguns para nos misturarmos e fazer coisas', disse um oficial militar de alta patente americano, falando sob condição de anonimato para discutir o programa clandestino".

Nenhuma explicação adicional se segue sobre como - ou onde - os helicópteros russos ajudarão a "camuflar" missões americanas de Operações Especiais, ou com quem eles vão se "misturar", ou que "coisas" que eles devem fazer. Não há mais qualquer discussão sobre o assunto.

Em outras palavras, a urgência de operações especiais de "russificar" seu transporte aéreo foi oficialmente informado, e um mês depois, até onde eu sei, nem um único representante no Congresso fez estardalhaço sobre isso; nenhum especialista importante escreveu um editorial curioso questionador ou irritado questionando sua adequação; e nenhum repórter até agora deu seguimento.

Como apenas outro factóide de pouca ou nenhuma importância enterrado em um artigo focado em outras questões, sem dúvida, ninguém lhe deu atenção. Mas, vale a pena parar um momento e considerar realmente quão estranha esta pequena nota-que-nunca-vai-virar-noticia. Uma maneira de fazer isso é jogar o tipo de jogo de opostos que nunca funciona muito bem neste planeta ainda de mão-única que temos.

Imaginem só uma notícia semelhante originária de outro país.

* Notícia quente de Teerã: Equipes das forças especiais iranianas estão vasculhando o planeta em busca de antigos helicópteros Chinook americanos para que possam estar bem "camufladas" em futuras incursões planejadas dentro do Afeganistão e Província do Baluchistão no Paquistão.

* Reportagens do Diário do Povo: Forças especiais chinesas estão comprando helicópteros americanos de modelo relativamente antigo para... Bem, aqui está um problema no jogo dos opostos, e uma pista para a verdadeira estranheza das atividades americana em nível global: por que os chineses precisariam fazer uma coisa dessas (e, na verdade, por que nós precisamos)? Onde eles quereriam se aventurar militarmente sem serem confundidos com militares chineses?

Isso poderia ser um pouco difícil de imaginar agora, mas eu garanto uma coisa: se alguma fonte noticiosa estrangeira tivesse relatado um plano desse tipo, ou se Craig Whitlock tivesse de alguma forma descoberto isso e incluído em um artigo - não importa quão obscuramente aninhado - teria havido um pandemônio em Washington. O Congresso teria convocado audiências. Os especialistas teriam opinado sobre a infâmia de agentes iranianos ou chineses mascarando-se em nossos helicópteros. A empresa ou empresas que venderam os helicópteros teriam sido investigadas. E você pode imaginar o que os comentaristas da Fox News teriam a dizer.

Quando fazemos essas coisas, no entanto, e um país como o Paquistão reage com o que é geralmente descrito como "antiamericanismo", nós ficamos admirados com a suscetibilidade nacionalista deles; comentamos sobre o seu excesso de emotividade; destacamos a sua delicada "sensibilidades", e nossos jornalistas e especialistas, então escrevem enfaticamente sobre as dificuldades que os oficiais americanos militares e civis têm ao lidar com tais nativos nervosos.

Ainda outro dia, por exemplo, Barnes do Wall Street Journal relatou que Forças de Operações Especiais Americanas estão expandindo seu papel na fronteira paquistanesa das zonas tribais "aventurando-se de forma mais regular com forças paquistanesas em projetos de ajuda, aprofundando o papel americano na tentativa de derrotar os militantes islâmicos em território paquistanês que tem estado proibido para tropas terrestres americanas." O governo paquistanês não tem se mostrado ansiosos para ter botas Americanas visivelmente no terreno nessas áreas, e assim Barnes escreve: "Devido à sensibilidade do Paquistão, o papel dos EUA vem se desenvolvendo lentamente."

Imaginem quão sensível eles podem vir a ficar se essas mesmas forças começarem a aterrissar helicópteros russos no Paquistão como uma forma de "camuflar" suas operações e se misturar? Ou imagine só que tipo gatilho sensível os nativos de Montana poderiam demonstrar se tipos de operações especiais paquistaneses estivesse percorrendo o Glacier National Park e aterrissando antigos helicópteros norte-americanos perto de Butte.

Então, considere a sensibilidade dos paquistaneses ao saber que o recém-designado chefe dos Serviços Nacionais Clandestinos da CIA é um homem de "credenciais impecáveis" (assim diz o diretor da CIA, Leon Panetta). Entre estas credenciais estão uma temporada como o chefe de estação da CIA no Paquistão até mais ou menos 2009, seu envolvimento na extremamente impopular guerra dos zangões (drones) nas áreas tribais de fronteira do país, e a maneira como o Diretor colocou vagamente, ele "comandou operações complexas sob algumas das circunstâncias mais difíceis imagináveis."

Aqui está a verdade da questão, como o artigo de Whitlock deixa claro: nós agimos das formas mais bizarras em terras distantes e não temos opinião sobre isso. Historicamente, tem sido, sem dúvida, a natureza dos poderes imperiais considerarem cada coisa estranha que eles fazem, mais ou menos, a norma. Para um poder imperial em declínio, no entanto, tal atitude tem seus próprios perigos. Se não podemos imaginar a enorme estranheza de nossos arranjos para fazer a guerra em terras a milhares de quilômetros dos EUA, então não podemos começar a imaginar como o mundo nos vê, o que significa que estamos cegos para nossa própria loucura. Helicópteros russos, isso é nada em comparação.

Tom Engelhardt, co-fundador do American Empire Project, dirige o Nation Institute's TomDispatch.com . Seu livro mais recente, O American Way of War: How Bush's war became Obama's (Haymarket Books), que acaba de ser publicado. Você pode acompanhá-lo discutindo-o em um TomCast vídeo, clicando aqui .

[Nota aos leitores: Sobre a loucura dos programas de treinamento o Exército do Afeganistão, Tomdispatch tinha um relatório no local que também não deve ser perdido, o artigo de Ann Jones de 20 de setembro de 2009, "Conheça o Exército afegão, É Ele um Produto da Imaginação de Washington?"]

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