quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Re: O mau-exemplo da CET. (8529)

Bom dia, Sr. João Francisco,

Peço a fineza de encaminhar cópia deste e-mail ao Presidente da CET, Sr. Marcelo Branco, visto que aquela autarquia não pratica a transparência necessária e não está interessada na opinião das vítimas... oops! dos "clientes" da empresa.

Ao

Sr. Marcelo Cardinale Branco

PRESIDENTE – COMPANHIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO

SÃO PAULO - SP

 

CASE: Serviço Público – Relações públicas – CET São Paulo


Uma foto de viatura da CET SP circula na mídia social (Facebook) replicada constantemente e acompanhada de comentários relacionados com "abuso", "prepotência", "truculência", "absurdo" e outros adjetivos que denotam um desgaste na imagem da autarquia e da autoridade municipal em geral. A licença do veículo não está totalmente obliterada e com algum tratamento é possível recuperar o dado. A foto aparece também junto com outras fotos de internautas em flagrantes fotográficos de exemplos de desrespeito às normas de trânsito, tais como, uso de celular, estacionamento sobre calçadas, faixas de pedestres, lançamento de lixo na via pública e outras infrações.

Encaminhei a foto ao Prefeito que, por sua vez, cobrou providências da CET. Uma investigação foi instaurada pela Ouvidoria que contatou o cidadão solicitando complementação de dados – endereço da infração, data, etc. . Não retornei com as informações por desconhecê-las. Mesmo assim, a investigação foi completada e houve uma manifestação da Secretaria Municipal de Transportes dando uma resposta sobre a reclamação. Segue a íntegra da manifestação:

"Em atenção a reclamação de viatura da CET estacionada em guia rebaixada para travessia ou vaga para deficientes físicos, informamos que o local foi vistoriado e o rebaixamento de guia bem como a pintura feita sobre a rampa de acessibilidade são clandestinos, ou seja, não foram feitos com o conhecimento da CET.

No local em questão frente a guia rebaixada, não existe faixa para travessia de pedestres, no local é faixa exclusiva de ônibus e proibido o estacionamento de veículos no horário das 06h00 ás 09h00, sendo liberado para estacionamento após este horário. Portanto a viatura da CET que estava estacionada no local não cometeu infração de trânsito.

Informamos ainda que foram tomadas as providências para regularização do local, com o acionamento da Subprefeitura Vila Maria / Vila Guilherme

Secretaria Municipal de Transportes"


As reações à manifestação foram de maneira geral negativas, sendo considerada "desculpa esfarrapada".


Com efeito, a SMT poderia ter optado, de maneira mais eficiente, por três linhas de ação:

Primeira - a resposta correta, honesta e civilizada: "Erramos. Os responsáveis foram advertidos e/ou punidos. Foram tomadas providências internas para que se evite a repetição de situações semelhantes. Pedimos desculpas aos motoristas de São Paulo.


A segunda abordagem, na linha de chicana, poderia ser desclassificar a prova: "Negamos a infração. Trata-se de fotomontagem. A sinalização horizontal foi adicionada eletronicamente à fonte por meio de Photoshop.


A terceira recorreria à letra da lei (abstraindo-se o aspecto ético e educacional como fazem os grandes advogados): "O Código de Trânsito permite que viaturas de emergência estacionem em qualquer lugar, independente da sinalização. A viatura em questão, sendo equiparada a veículo de emergência, enquadra-se na hipótese legal."


Entretanto, a CET optou pela pior das hipóteses, qual seja da justificação a posteriori e negação da responsabilidade.


O episódio revela :


1 – Houve uma investigação minuciosa que revelou data, hora e local da infração.


2 – A CET tem o controle de sua frota e tem o conhecimento de quem está usando qual veículo, portanto está em posição de tomar providências administrativas internas, caso tenha vontade política.


A argumentação da manifestação, contudo, é pueril e inábil, pois não se concebe que o motorista da viatura tivesse conhecimento naquele momento das circunstâncias da ilegalidade da sinalização horizontal, situação esta que só foi revelada em consequencia da investigação. Cabia a ele, como cabe a todos os motoristas, respeitar a sinalização que estava clara e visível, como provam tanto a foto que deu origem ao incidente, quanto a foto fornecida pela SMT de outra perspectiva.


Várias hipóteses podem ser formuladas:


a)     
O motorista da viatura viu a sinalização, mas escolheu estacionar no local com base em sua qualificação de autoridade do trânsito.

b)      O motorista da viatura viu a sinalização e confiante na impunidade e espírito de corpo de algum eventual agente (marronzinho) decidiu estacionar

c)       O motorista da viatura não viu a sinalização, o que indica ter ele algum problema de visão e, consequentemente, não deveria estar dirigindo um veículo

d)      O motorista da viatura viu a sinalização, acionou o despacho para verificar se a sinalização era legítima e diante da resposta do despacho, decidiu estacionar.

Em todos os casos, um motorista consciente e educado não teria estacionado no local, a menos que se tratasse de uma emergência de trânsito, caso em que seria legítimo o estacionamento da viatura.


Portanto, desconhecendo a circunstância da ilegalidade ou clandestinidade da sinalização horizontal, o motorista cometeu efetivamente a infração e, além disso, comprometeu a imagem da CET e da Administração Municipal.

 

Não se concebe a possibilidade de um motorista interpretar a sinalização e indagar da legalidade ou lógica antes de decidir se vai respeitá-la ou não. A cidade de São Paulo tem milhares, senão milhões, de pontos onde a única reação possível do motorista é "Quem foi o idiota que ...." A sinalização é confusa e, algumas vezes, absurda. O abuso do "sentido único" das ruas leva ao direcionamento do trânsito para artérias que não mais suportam o volume de tráfego. Se fosse restabelecida a vocação original (e constitucional) das ruas, o motorista poderia se orientar com uma bússola e encontrar o melhor caminho... Mas, isso em uma situação ideal.


A CET perdeu a visão humana do trânsito e trata os problemas mecanicamente. O estacionamento é um exemplo. Nada impede que todas as placas de Estacionamento Proibido disciplinassem isso como "Estacionamento proibido de Seg. a Sex, das 7:00 às 21:00 hs" permitindo o uso do espaço nos fins de semana, ou fora do horário de pico. Outro exemplo, no entorno da Estação do Metro Butantã não há um espaço sequer para embarque e desembarque de passageiros. Contatada a CET respondeu que isso poderia ser feito na Rua MMDC, mas ali não existe sinalização "Permitindo" o desembarque. Tudo é proibido.


Em minha rua, temos uma situação que demonstra o comportamento típico da CET.  A Rua Tapejara é paralela à Rua Poetisa Colombina.  Nesta última rua existem diversas "lombadas", visando coibir a velocidade excessiva. Mas, como na Tapejara não existem lombadas, os piores motoristas optam por trafegar por ela para evitar as lombadas da Poetisa.  Através de nossa pequena Associação de Vizinhos (www.assoviodobonfa.wordpress.com ) solicitamos a implantação de pelo menos uma lombada na Tapejara para desencorajar os adeptos de Formula Um que optam por ela.
A reação da CET foi a de sempre:  não podemos implantar, porque não é recomendável pelo risco de provocar acidentes.
Ora, se não são recomendáveis ou proibidas, então que se remova as lombadas da Poetisa...  Mas, não. Não pode. É proibido.


Mas, é compreensível que isso ocorra na CET, pois tradicionalmente a administração pública brasileira não consegue se libertar do modelo colonial português e espanhol das "Ordenações do Reino". Nos dias atuais, ainda, a mentalidade da autoridade é de proibir sempre.


A conclusão a que se chega é que a CET e o DSV fazem parte do problema, não da solução.


A recomendação seria de aproveitar a oportunidade para convocar as lideranças e os funcionários da Secretaria dos Transportes para uma reunião onde ficasse clara a responsabilidade individual de cada funcionário pela imagem da administração, e as consequências administrativas de atos da natureza abordada no case.

 

Atenciosamente

José Filardo

Rua Tapejara 92

Oabsp 75296


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Em 25/09/2012 09:51, João Francisco Aprá escreveu:

 

Prezado Sr. José Filardo,

Cumprimento-o cordialmente e em atenção a sua correspondência eletrônica, encaminho-lhe abaixo, resposta efetuada pela Secretaria de Transportes.

Agradecemos seu contato, uma vez que é por meio do diálogo com a comunidade que podemos aprimorar cada vez mais o nosso trabalho.

Coloco-me à para quaisquer esclarecimentos.

 

Atenciosamente,

 

 

João Francisco Aprá

Chefe de Gabinete do Prefeito

Prefeitura de São Paulo

Tel.: 3113-8003 / 8004

 

 


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

DEMONSTRAÇÃO DE TRUCULÊNCIA E INCOMPETÊNCIA

Senhores,

Administrar mal e porcamente a escola já não era suficiente?

Agora, processar a aluna por expor sua incompetência é o cúmulo e
demonstra bem o espírito que move essa administração.

Vocês não têm espirito de educadores e deveriam estar gerenciado uma
unidade penitenciária que parece ser mais adequada ao seu estilo.

Uma vergonha para o estado de SC, considerado um dos mais civilizados do
país.

José Filardo
São Paulo