sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Três Semelhanças Desafiadoras: Uma Exploração das Ordens Monásticas e Maçônicas

Brothers,


Um trabalho interessantíssimo de um irmão Holandês, o Ir.´. Musch que
explora um ângulo inusitado da história da maçonaria.

A grande virtude é que foge à historiografia "oficial" imposta pelos
abutres de Albion, com a Quator Coronati, que insiste em manter a
historinha de fadas da origem da ordem dentro daquilo que eles
consideram ser a verdade.


http://bibliot3ca.wordpress.com/tres-semelhancas-desafiadoras-uma-exploracao-das-ordens-monasticas-e-maconicas/


Boa leitura a todos...

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

E A ÁRVORE CAIU...

E A ÁRVORE CAIU...

Pensava que na minha idade não descobriria mais coisa alguma. Ledo engano...  Nesse último episódio relativo às árvores do Butantã solucionei uma dúvida, ou melhor, tomei consciência de uma dúvida de mais de quarenta anos, desde que “vim” para São Paulo.

Primeiro, é necessário esclarecer como eu vejo São Paulo.  Há quem chame de cidade, aliás oficialmente é uma cidade.  Mas, não é bem assim que o Secovi e as empreiteiras a veem. Para eles é uma mina de ouro povoada por uma espécie de animal chamado “homo consumistens”.

O Secovi, as empreiteiras e os proprietários em geral raciocinam todos em termos de bottom line. Nada mais importa, o que de fato é uma tendência atual em todos os setores, acionistas, rendeiros, executivos bonificados. É o capitalismo em sua expressão total.

No caso de Sampa, porém, tem a consequência de transformar o conglomerado urbano em um enorme canteiro de obras, pois o tempo todo existe alguma empreiteira quebrando algo, demolindo algo, construindo algo para o Secovi vender.  Cidades civilizadas como Paris são mais estáveis, com códigos de obras respeitados e limites ao abuso construtivo.

Bão. Esta história da árvore recordou-me o tempo em que morei em Pinheiros, perto da Administração Regional.  Ali era assim:  Existe a av. Frederico Hermann Junior, o muro de berlin.  A oeste da avenida, a Alemanha ocidental, rica, bonita, organizada, respeitada, arborizada. A leste da avenida, a DDR, um deserto onde se pode tudo, onde o Secovi manda e desmanda.

Agora, com a explicação do subprefeito do Bonfa, entendi.  A Alemanha ocidental de Pinheiros é um loteamento da Cia City. O resto é o resto...  As autoridades municipais não se atrevem a cortar árvores ali.  As árvores são protegidas por lei.

Já na DDR, casas são derrubadas, mesmo que tenham valor arquitetônico, para a construção de condomínios; árvores são derrubadas para ampliar a entrada de automóveis, ou simplesmente porque as folhas incomodam o morador. Daí, basta requerer que um processo será criado, instruído e o espécime arbóreo suprimido. O agrônomo da subprefeitura, a quem cabe zelar pela vegetação nada faz além de aprovar e mandar seguir. E com a Compensação Ambiental em dinheiro, a prefeitura passa a ter interesse na remoção.

E, da mesma forma, o Bonfa é a DDR. Do outro lado da Raposo há o Jardim Rolinópolis, a Alemanha ocidental.

O Bonfa nasceu de um loteamento encomendado pelo Comendador Alberto Bonfiglioli (banqueiro do finado Banco Auxiliar) em uma propriedade que tinha aqui.  Não encarregou a Cia City, porque assim poderia fracionar o terreno em unidades menores, já que no padrão City os terrenos têm 20 metros de frente, e no Bonfa a maioria dos terrenos vendidos à época tinha 10 metros de frente. Nesses terrenos foram construídas boas casas, com recuo obrigatório.

Nos últimos anos, todavia, o Secovi venceu mais uma: eliminou o recuo obrigatório, aumentando a taxa de ocupação dos terrenos.  E na esteira disso, um arquiteto esperto – Antonio Louro – começou a construir sobrados.  Terrenos de 10 metros de frente são transformados em dois terrenos de 5 metros de frente, onde são construídos dois sobrados onde antes havia uma residência. Sem obrigação de manter recuos, conseguem-se bons aproveitamentos do terreno. E onde havia dois ou três carros, passa-se a ter quatro ou cinco carros.

Bem, em geral, as árvores eram originalmente plantadas em frente ao lote, não necessariamente no centro exato do lote.  Quando apareceu o Louro e os terrenos são fracionados, fatalmente a árvore ficará diante da entrada da garagem dos novos sobrados. E ele, muito eficiente e conhecendo a rotina legalista da subprefeitura, requer a remoção e consegue em 100% dos casos.  Resultado: quanto mais Louro, menos árvores e mais dinheiro nos cofres da prefeitura.

Vou iniciar um movimento para trocar progressivamente o nome do bairro.  Começou como Jardim Bonfiglioli. Com a eliminação da vegetação, tiraremos o Jardim do nome. Ficará Bonfa. Daí, proporemos a mudança para Louroville e quando o Louro remover a última árvore, mudaremos para Atacamaville.

DEVIDO PROCESSO LEGAL (MENOS UMA SIBIPIRUNA SAUDÁVEL NO JARDIM BONFIGLIOLI)



Temos por norma enviar cópia de tudo o que escrevemos aos interessados mencionados em nosso texto.  Assim fizemos, e recebemos do Sr. Subprefeito do Butantã, o Major Rodrigueiro, um esclarecimento sobre nosso post anterior, um esclarecimento que revela a habitual competência dele no exercício do seu cargo.

Em resumo (segue a íntegra do email abaixo), ele nos esclarece que cada supressão ou poda de espécies arbóreas é objeto de um processo instruído com Laudos técnicos, publicação no Diário Oficial do Município com abertura de prazo para contestação, e que a autoridade competente para a autorização é o Secretário do Verde e Meio Ambiente. Sugere que consultemos habitualmente o DOM  e que contestemos as remoções quando entendermos cabível.

Resolvido. Tudo está justo e perfeito. O devido processo legal foi cumprido. Amém.

Podemos até imaginar o que ocorre na Secretaria do Verde e Meio Ambiente, quando do recebimento do processo para aprovação.  O técnico encarregado do Decreto Saneador, antes da assinatura do Secretário:

Processo número tal – Remoção de espécie arbórea  Murta (Murraya paniculata) de porte médio – DAP 8 – rua Tapejara, 138 – Infestação de Cupins – Risco de Queda. Solicitante: Antonio Louro, Arquiteto

Contém Laudo Técnico De Profissional Habilitado:  SIM

Publicado No Diário Oficial Do Município: SIM

Os prazos foram cumpridos: SIM

Há contestação de eventuais interessados: NÃO

E o mais importante:

FOI RECOLHIDA A COMPENSAÇÃO AMBIENTAL: SIM

O ENDEREÇO NÃO SE ENCONTRA EM LOTEAMENTO DA CIA CITY: NÃO

Deferido. Cumpra-se. Notifique-se. Publique-se.

Também ficamos imaginando a questão da contestação.  Muito simples.  Primeiro compra-se o Diário Oficial do Município (COMO? Não é vendido em qualquer banca? Vire-se... use a internet) e localiza-se a seção referente ao Butantã, mais especificamente a seção onde são publicados os processos de supressão de espécies arbóreas.  Depois, contrata-se um agrônomo para produzir um laudo de contraprova (se necessário) se for contestar a infestação por cupins (100% das árvores de São Paulo têm cupins).  Daí, protocola-se a contestação na subprefeitura, onde esta será apreciada.  Simples...

Abre-se aqui uma discussão sobre interesse. Quem tem interesse para contestar a remoção?  Quem seria o “Curador da Árvore”?  Em direito de família, nos casos de divórcio com filhos, a partilha dos bens é submetida ao Ministério Público que fiscaliza o interesse das crianças.  Em termos ambientais, teoricamente temos o Ministério Público como curador de interesses difusos que poderia contestar.

Enfim, nada é simples neste mundo. Depois que monetizaram a cobertura vegetal, a Prefeitura passou a ser parte interessada no desmatamento. Basta que se pague a Compensação Ambiental e pode-se remover a vegetação.

Em próximos posts, vamos dar uma olhada no que acontece no Bonfa em comparação com Pinheiros, por exemplo, vamos dar uma olhada no que ocorria quando o Zé Motosserra era prefeito, vamos analisar uma proposta de mudança de nome do bairro e vamos comentar as mudanças impostas pelo Secovi e as empreiteiras.

 

Transcrevemos abaixo o e-mail do Major Rodrigueiro:

 

Sr Jose Filardo     Boa Tarde

 

Segundo Emanuel KANT, na sua Doutrina KANTINIANA, o ser humano só realiza seus atos por meio de duas formas:

Uma, por ter receio das SANÇÕES das regras da sociedade e

a Outra , realiza por Sentimento Interno da Moral.

Pois bem, respondo a V Sª, por ter Sentimento Interno da Moral e NÃO por ter receio de ser Sancionado, por alguma Norma Positiva.

Todas as nossas podas ou supressões de espécies arbóreas, possuem Laudos Técnicos, subscrito por Técnico Competente (É COMPETENTE QUEM PODE E NÃO QUEM QUER, SEGUNDO NORMA DO DIREITO)e a após, a sua Publicação em Diário Oficial do Município, para conhecimento de todos os munícipes( Princípio da Publicidade, art 37 da CF/88), com o propósito da Administração Pública recepcionar o Contraditório de QUALQUER MUNÍCIPE, no prazo de 06(seis) dias.

Nesse espaço de 06 dias, até o presente momento,não temos recebido nenhum documento contraditando a nossa postura técnica, para obstarmos as nossas ações  de podas ou supressões( lembro que a Autoridade Competente, para suprimir uma espécie arbórea é o Secretário Municipal do Verde e do Meio Ambiente), de sorte que, respeitavelmente, sugiro a V Sª que acompanhe as publicações em Diário Oficial do Município, para as possíveis interposições  que por ventura achar necessárias.

Respeitosamente

Daniel Barbosa Rodrigueiro

Subprefeito










terça-feira, 9 de outubro de 2012

MENOS UMA SIBIPIRUNA SAUDÁVEL NO JARDIM BONFIGLIOLI

É um processo inexorável no Butantã.

A taxa de abate de árvores no âmbito da Sub-prefeitura do Peri-Peri
atinge as raias do absurdo.

Todos os dias tombam espécimes saudáveis, vítimas da ignorância dos
moradores que não querem as folhas em suas calçadas ou à sanha dos
Louros da vida que não hesitam um segundo em solicitar o abate (que é
concedido com toda a facilidade pela sub-prefeitura) dos espécimes.

O certo seria, diante da solicitação, abrir um novo espaço no limite do
lote e plantar ali um exemplar, para que não cheguemos - como certamente
chegaremos - ao deserto de concreto que impera por toda a cidade.

Estes dias foi a vez de uma sibipiruna - DAP 60 -, ou seja cujo tronto
tinha cerca de meio metro de diâmetro na altura do peito, ser abatida
pelo simples fato de que estava "atrapalhando" o estacionamento no novo
estabelecimento comercial na Av. Comendador Alberto Bonfiglioli 790. Um
ignorante empreendeu, um arquiteto ignorante construiu já contando com a
facilidade que existe no âmbito da regional, e por último um funcionário
inconsciente (que provavelmente não mora no bairro) aprovou. Descanse em
paz... pobre sibipiruna...

Ah, vão dizer, mas existe a compensação ambiental. Duvido que estes
espécimes tenham sido compensados, e mesmo que o tenham sido, se a
compensação aconteceu fora do Jardim Bonfiglioli, todos perdemos.

O povo não aprende. Há cinquenta anos, o grau de impermeabilização do
bairro era baixo e ocorria a absorção de parte da água da chuva.
Atualmente, o bairro está 100% impermeável, além da contribuição em água
pluvial que um trecho da Raposo despeja no interior do Jardim Bonfiglioli.
O resultado é simples. 2,5 metros de água dentro da sala de visitas do
Zé, atrás da Escola Julio de Mesquita, pois, além da impermebilização,
os condomínios contruídos na Poetisa se apossaram da faixa de servidão
do córrego, fecharam a passagem com um muro que represa a água no local.

Assim é com a vegetação, com as árvores. Dentro de alguns anos, todas
desaparecerão do Bonfa. Melhor. Menos despesa de manutenção. Quem sabe
concretar as praças, eliminar os gramados...

José Filardo
ASSOVIO - ASSOCIAÇÃO DE VIZINHOS ORGANIZADOS

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Fwd: IRRESPONSABILIDADE E INCOMPETÊNCIA




-------- Mensagem original --------
Assunto: IRRESPONSABILIDADE E INCOMPETÊNCIA
Data: Mon, 08 Oct 2012 13:00:50 -0300
De: José Filardo <jfilardo@gmail.com>
Para: Daniel Barbosa Rodrigueiro <danielrodrigueiro@PREFEITURA.SP.GOV.BR>, sprec <spreclama.estado@grupoestado.com.br>


Sr. Sub-Prefeito,    hoje, 8/10 às 12:00hs  uma equipe de manutenção de áreas verdes à bordo   do caminhão de chapa DSF-6911 - uma empreiteira terceirizada (Florestal)   encarregada da limpeza da praça João Batista Tramontano teve a brilhante   idéia  - totalmente em sintonia com as melhores práticas de manutenção   de áreas ajardinadas -  de QUEIMAR AS FOLHAS SECAS em um plano inclinado   e simplesmente interromper o serviço para almoço, enquanto a equipe   assistia o incêndio se alastrando!    A praça tem centenas de eucaliptus que derrubam folhas, logo o volume de   folhas é enorme e uma queima  -  totalmente absurda em si, e muito mais   no perímetro urbano - poderia ter consequências muito sérias.    Não tivemos dúvidas.  Acionamos os bombeiros.    Agradecemos à sub-prefeitura pelas providências no sentido de limpar a   praça, mas esperamos que isso seja feito de forma inteligente e   adequada, dentro das melhores técnicas.    Esperamos que essa empreiteira sofra algum tipo de sanção, para que tais   fatos não se repitam aqui e em outros locais do Butantã.    ATenciosamente    José Filardo  ASSOVIO - ASSOCIAÇÃO DE VIZINHOS ORGANIZADOS  www.assoviodobonfa.wordpress.com          



domingo, 7 de outubro de 2012

Visão Oficial das origens da Maçonaria

Brothers,

saudações democráticas. Espero que todos tenham escolhido os melhores
candidatos no exercício da função de cidadãos.

Republicamos matéria publicada hoje no blogue 81 Nós (não é o blog do
P81N) que mostra um apanhado das origens da Ordem por um membro da GLUI,
ou seja, uma posição britânica de nossas origens.

Como sempre, negam a origem política da nova instituição (contraponto
protestante às lojas jacobitas), mas o nível de erudição do trabalho é
invejável.

http://bibliot3ca.wordpress.com/teorias-sobre-a-origem-da-maconaria/


Boa leitura...